Dona do Tide, Gillette ou Pantene quer vender metade das suas marcas
A intenção é a de revitalizar o crescimento das vendas e reduzir os custos, com foco em produtos mais rentáveis, explica a Reuters. No total, serão cerca de 95 marcas a sair do catálogo da Procter & Gamble .
Vender metade das suas marcas: é este o objectivo da Procter & Gamble (P&G), a maior fabricante mundial de produtos domésticos, para os próximos dois anos. A intenção é a de revitalizar o crescimento das vendas e reduzir os custos, com foco em produtos mais rentáveis, explica a Reuters.
A fabricante das lâminas Gillete ou do detergente para roupa Tide quer vender entre 90 a 100 marcas, com destaque para aquelas cujas vendas têm vindo a cair ao longo dos último três anos.
A P&G quer focar-se nas suas marcas "core", que representam 90% das vendas e mais de 95% do lucro ao longo dos últimos três anos. De acordo com um analista consultado pela Reuters, as vendas das principais 80 marcas da P&G foram de 84,1 mil milhões de dólares em 2013.
As outras marcas, de que a marca quer desfazer-se, representaram apenas vendas de 2,4 mil milhões no ano passado.
Apesar de a P&G não ter revelado as insígnias que planeia vender ou manter, o CEO A.G. Lafley afirmou à Reuters que os produtos das áreas familiar, feminina e bebé seriam os menos afectados. Gillette, Tide, Pantene, Oral B ou Old Spice devem manter-se no catálogo.
A empresa vai ainda ter menos (mas maiores) centros de distribuição na América do Norte, concentrando a sua acção nos mercados em crescimento. À Reuters, Lafley informou ainda que haverá um corte de postos de trabalho, inferior aos 10 mil postos eliminados em 2002.