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Lojistas dizem que suspensão de rendas tem "impacto residual" na avaliação dos centros comerciais

Uma análise pedida pela Associação de Marcas de Retalho e Restauração (AMRR) conclui que a suspensão das rendas fixas dos centros comerciais até ao fim do ano terá um impacto máximo de 2,95% na avaliação dos imóveis.

Ana Sanlez anasanlez@negocios.pt 08 de Julho de 2020 às 14:37
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A Associação de Marcas de Retalho e Restauração (AMRR) afirma que a suspensão do pagamento das rendas fixas dos centros comerciais até 31 de dezembro, uma medida aprovada no âmbito do Orçamento Suplementar, terá um "impacto residual" na avaliação dos imóveis.

 

A conclusão da AMRR surge na sequência de um estudo pedido pela associação à avaliadora Casa Value, que fez as contas com base em dois cenários. Foi considerada, por um lado, uma queda das receitas dos centros comerciais de 30%, entre 1 de junho de 31 de dezembro, de acordo com uma estimativa da Associação Portuguesa de Centros Comerciais.

 

Já o segundo cenário previu "uma queda global de 50% das receitas dos conjuntos comerciais no mesmo período", refere a AMRR em comunicado, o que "representa um cenário pessimista, mas permite testar um cenário extremo".

 

A verificar-se o primeiro cenário, conclui a Casa Value, a desvalorização máxima dos imóveis será de 1,88%. Já a hipótese mais pessimista aponta para uma desvalorização máxima dos imóveis de 2,95%.

 

A desvalorização, ressalva a avaliadora, "é temporária, uma vez que a lei se aplica apenas até 31 de dezembro de 2020", sendo que "a partir de 1 de janeiro de 2021 os ganhos derivados das rendas deveriam retomar a sua normalidade, havendo por isso uma recuperação gradual do Valor de Mercado dos imóveis comerciais com base no rendimento". A proposta aprovada no âmbito do Orçamento Suplementar prevê que até ao fim do ano, os lojistas paguem apenas a componente variável das rendas, que é calculada em função das vendas. 

 

O estudo ressalva ainda que "não parece razoável imaginar um cenário de insolvência dos Centros Comerciais devido ao efeito causado por esta desvalorização temporária".

 

A análise não considerou "o impacto positivo da moratória dos créditos bancários que os centros comerciais poderão na sua maioria recorrer, por não se saber quantos de facto recorreram e os montantes em causa". E também não considerou "as rendas pagas aos donos dos conjuntos comerciais pelo retalho alimentar, farmácias, restauração em take away, entre outros", que nunca chegaram a encerrar.

 

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