Mota-Engil admite abrir capital do negócio de mineração
Manuel Mota, vice-CEO do grupo, disse na apresentação do plano estratégico para 2030 que a abertura de capital do "mining" “é algo que estamos a considerar”. Admitiu ainda o interesse da Mota-Engil na Bahia Mineração.
O vice-CEO da Mota-Engil, Manuel Mota, admitiu esta quarta-feira na apresentação do plano estratégico do grupo para 20230, que a abertura do capital do negócio de “mining” é “uma possibilidade”.
Respondendo a questões dos analistas, o responsável disse que “não está garantido”, mas “é algo que estamos a considerar e houve aproximação a isso”.
Na área de negócio do mining, o grupo gerou receitas de 732 milhões de euros em 2025 e um EBITDA de 216 milhões. O grupo tem neste momento 11 contratos de "contract mining".
No plano estratégico, relativamente ao negócio de mineração, a Mota-Engil assume entre os objetivos "estabelecer parceria estratégica para co-financiar o próximo ciclo de crescimento, reforçando a capacidade financeira e o alinhamento de longo prazo no negócio de mineração".
Questionado também sobre o interesse do grupo na brasileira Bahia Mineração (Bamin), uma empresa de mineração brasileira do grupo Eurasian Resources Group (ERG), assumindo a concessão de um projeto integrado com um porto, uma linha férrea e uma mina de ferro, Manuel Mota afirmou que o grupo “está a olhar e a considerar o projeto”, que “encaixa” na estratégia do grupo. Confirmou ainda que em termos de construção o investimento em construção no projeto pode chegar a 4 a 5 mil milhões de euros.
Em fevereiro o jornal Folha de S. Paulo noticiou que a Mota-Engil entrou na reta final de negociações com as autoridades do estado da Bahia para assumir a concessão da Bamin, uma empresa de mineração brasileira do grupo Eurasian Resources Group (ERG).
De acordo com o jornal, a negociação foi tratada numa reunião no Palácio do Planalto no final de janeiro, com a participação do Presidente Lula da Silva, assim como de ministros, autoridades da Bahia e representantes do grupo português, entre os quais o vice-CEO Manuel Mota. Na altura a Mota-Engil formalizou a proposta junto do Ministério dos Transportes, de acordo com o jornal, que avança que a negociação entrou numa fase avançada de “due diligence”, para a verificação de condições financeiras, jurídicas e operacionais antes do fecho do negócio, o qual pode acontecer este verão. A publicação diz ainda que nesta fase irão ser avaliados os investimentos já realizados, passivos a serem resolvidos e eventuais necessidades de ajuste de prazos nas concessões.
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