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30% dos consumidores avaliam muito negativamente preços de água, luz e electricidade

Perto de 30% dos inquiridos num estudo da DECO- Associação de defesa dos consumidores avaliam muito negativamente o preço dos serviços de água, gás e electricidade.

26 de Agosto de 2009 às 12:08

Perto de 30% dos inquiridos num estudo da DECO- Associação de defesa dos consumidores avaliam muito negativamente o preço dos serviços de água, gás e electricidade.

O estudo feito para apurar a satisfação dos consumidores com estes serviços e que será publicado na revista Proteste de Setembro, envolveu 2.143 pessoas, que responderam a um questionário que a DECO realizou nos passados meses de Outubro e Novembro.

Dos inquiridos, "quase 30% criticam categoricamente a qualidade do fornecimento de água", refere o estudo, que, a partir das respostas, analisou 22 empresas de água, 11 de gás e duas de electricidade.

"O balanço é preocupante: nenhuma das empresas de água reúne 40% de clientes muito satisfeitos", adianta a DECO, revelando que a Águas de Oeiras foi a que obteve a melhor classificação (38%).

A associação sublinha que a água reúne as maiores discrepâncias no preço e qualidade e, para as travar, defende "o alargamento das competências do Instituto Regulador de Águas e Resíduos (IRAR) e a aplicação de um regulamento de qualidade a todos os prestadores".

Na electricidade, a EDP 5D, mais recente, "é quase sempre mais bem avaliada do que o serviço universal do mesmo grupo".

No gás, "só a BP Gás e a Lusitâniagás obtêm mais de 50% de clientes satisfeitos", acrescenta o estudo. A DECO sublinha que as conclusões são ainda mais graves, dada a falta de opções na escolha do fornecedor: "Só o mercado eléctrico está liberalizado, com apenas dois fornecedores além da EDP: a União Fenosa e a Endesa."

Apesar da liberalização do mercado eléctrico, muito há ainda a fazer. Para a DECO, "o Estado tem de criar condições para facilitar a entrada de outras empresas no mercado e reduzir os custos das tarifas".

Tanto no gás canalizado como na água, o consumidor está limitado, na maioria dos casos, à única empresa que opera na sua zona ou no seu município. "Sem concorrência, mesmo insatisfeito, [o consumidor] não pode mudar e continua a pagar o preço fixado", denuncia a associação.

No sector do gás, defende, "é essencial apressar as condições para uma verdadeira concorrência, vantajosa para o consumidor".

Para a DECO, as competências da ERSE - Entidade Reguladora dos Serviços deveriam abranger todo o sector, para os vários tipos de gás serem submetidos ao mesmo regulamento de qualidade. "Só assim é possível a aliviar a factura do consumidor doméstico", sublinha.

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