Acções da Pfizer sobem 2,5% apesar de expirar hoje a sua patente mais importante
A maior farmacêutica do mundo vê hoje expirar a patente do medicamento mais importante para as suas receitas. Empresa foca-se, agora, em diversificar as fontes de receitas.
Ainda assim, as acções da Pfizer avançam hoje 2,5% no mercado norte-americano e negoceiam em alta de 14% este ano, com os investidores a darem algum crédito à possibilidade de a cotada estar a levar a cabo um plano para diversificar as fontes de receitas.
A farmacêutica vai depender de quatro produtos para gerar receitas de quatro mil milhões de dólares (cerca de três mil milhões de euros ) em 2014, segundo estima o analista Timothy Anderson do Sanford C. Bernstein.
O Lipitor teve vendas de 10,7 mil milhões de dólares no último, mas os analistas receiam que as suas vendas declinem 70% já em 2012. No futuro, a empresa quer diversificar as suas fontes de receitas, ser mais pequena e focar-se no crescimento das vendas de medicamentos que já detém, em novos mercados.
Os medicamentos de que o analista fala são uma vacina para algumas infecções chamada Prevnar, cuja patente a Pfizer conseguiu com a aquisição da Wieth, o Eliquis que serve para reduzir a espessura do sangue e reduzir o risco de alguns acidentes relacionados com as doenças das artérias, bem como o tofacitinib para a artrite reumatóide e uma droga contra algumas das células de cancro no pulmão, Xalkori.
Embora ainda seja cedo para saber se estes medicamentos vão atingir o potencial de geração de receitas que se espera deles, eles podem oferecer “dados positivos suficientes para que deverão melhorar a confiança de que esta empresa pode, mas pode apenas, estar a fazer uma viragem” de paradigma, disse o analista do Goldman Sachs, Jami Rubin, em entrevista à Bloomberg.
“A maior parte dos CEO’s querem construir impérios”, disse o analista. Mas a “Pfizer era um símbolo de como ser grande nem sempre é melhor”, explicou.