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Accionistas minoritários da Escelsa colocam EDP em tribunal; eléctrica diz não foi citada (act)

A GTD, colocou na terça-feira uma acção em tribunal contra a Electricidade de Portugal, com vista a manterem o controlo partilhado da eléctrica brasileira Escelsa. A eléctrica nacional diz não ter sido citada.

Bárbara Leite 06 de Junho de 2002 às 19:33
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(actualiza com declarações de fonte oficial da EDP)

A GTD, uma «holding» constituída por 11 fundos de pensões, colocou na terça-feira uma acção em tribunal contra a Electricidade de Portugal, com vista a manterem o controlo partilhado da eléctrica brasileira Escelsa. A eléctrica nacional diz não ter sido citada.

O capital da Escelsa é controlado na sua maioria pela Iven, que por sua vez é controlada pela EDP.

Fonte oficial da eléctrica nacional disse ao Negocios.pt, que «a nossa participada Iven ainda não foi citada», pelo que a mesma fonte escusou-se a comentar esta informação.

A Iven e a GTD, que controla 25% da Escelsa, detinham um acordo que previa o controlo conjunto da eléctrica brasileira pelas duas empresas.

No entanto, a EDP [EDP] passou a controlar a Iven depois deste acordo e assumiu o controlo da gestão da Escelsa, que está agora a ser contestado pela GTD.

O referido acordo, firmado em 1995, termina a 10 de Julho deste ano e a GTD perde o possibilidade de participar na gestão da Escelsa, segundo o jornal brasileiro «Valor Económico».

Para justificar a acção em tribunal a GTD afirma que o controlo da Escelsa foi adquirido num único bloco indivisível em conjunto pela GTD e pela Iven, pelo que deverá ser prolongado por 30 anos, o tempo que dura a concessão da Escelsa e não ser quebrado em 10 de Julho.

O mesmo jornal afirma que ambas as partes estão em negociações que podem resultar na aquisição, por parte da EDP, da posição minoritária que a GTD detém na Escelsa. A Iven controla 48,52% da Escelsa.

«Comprar uma participação maior não é inviável porque o interesse da EDP é consolidar os investimentos em geração no Brasil», refere uma fonte da EDP citada pelo «Valor Econômico».

A EDP encerrou nos 2,16 euros, a cair 1,82%.

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