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AG da Portucel chumba oferta Cofina/Lecta com 36,59% dos votos (act)

A assembleia geral da Portugal chumbou a entrada da Cofina/Lecta no capital da Portucel através de um aumento de capital com 36,59% dos votos presentes a votarem contra.

Sílvia de Oliveira 31 de Outubro de 2003 às 14:02
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A assembleia geral da Portucel SA chumbou a entrada da Cofina/Lecta no capital da empresa, através de um aumento de capital, com 36,59% dos votos presentes a votarem contra.

Contra a proposta votaram a Sonae, a Lumino, participada dos ex-quadros da Sonae, um conjunto de bancos, incluindo o BIG, disse à saída da AG uma fonte oficial da Portucel.

A AG terminou há meio hora, com o chumbo do aumento de capital que se traduzia na entrada da Cofina/Lecta no capital da papeleira.

Segundo Pinto Ribeiro, representante do Estado através da Portucel SGSP, a proposta de aumento de capital foi chumada por accionistas que representam pouco menos de 33%. Nesta AG, teve representado 90,276% do capital, sendo que 36,59% dos votos presentes votaram contra. O número de abstenções representou 0,017% dos votos presentes.

Estado vai decidir futuro da privatização

«Os Estado vai decidir agora como vai prosseguir com a privatização. É um problema exclusivamente do Governo», acrescentou Pinto Ribeiro.

Este responsável considera que não se tratou de uma derrota do Governo já que este sempre considerou que se tratava de uma excelente hipótese de desenvolvimento para a Portucel. «A operação não mereceu o apoio de accionistas que se pautaram por critérios que tiveram a ver apenas com os seus interesses particulares», sublinhou ainda o representante do Estado.

Pinto Ribeiro adiantou a existência de interesses conflituantes entre aqueles que são os da sociedade e, por outro lado, os dos accionistas.

Carlos Tavares, ministro da Economia, disse ontem à noite, no Parlamento, antes da AG, que apesar de existirem accionistas que não vão respeitar, o Governo vai respeitar a decisão da AG.

Sonae disposta a colaborar com Estado para nova solução

À saída da AG, Osório de Castro representante da Sonae afirmou que o grupo nortenho «fez um pleno dos accionistas minoritários, já que a favor da SGPS apenas votaram accionistas titulares e 1,8% do capital».

Este advogado sublinhou ainda «que este é um dia importante para a Portucel porque teria sido um erro aprovar a operação».

Segundo Osório de Castro, da parte da Sonae agora cabe apenas frisar o empenho na Portucel e de colaboração com o accionistas maioritário para se encontrarem soluções mais vantajosas.

«Belmiro de Azevedo ainda ontem disse que não está vendedor da sua posição na Portucel, mas gostamos de estar onde as pessoas gostam que estejamos, a partir do momento, em que concluirmos que somos empatas».

Questionado sobre se já tinha teria chegado a essa conclusão, o responsável respondeu negativamente. Na opinião do advogado da Sonae, este grupo é indiscutivelmente o parceiro estratégico que a Portucel precisa.

«Não percebemos porque é que o Governo anda à procura de uma parceiro estratégico quando tem um em casa». A propósito de um eventual acordo com o Estado, Osório de Castro diz ser necessário verificarem-se duas premissas; a proposta de um negócios irrecusável e que seja assumido que a Sonae não é um parceiro querido.

Sobre a eventual venda, remete para um negócio irrecusável. «Não vamos vender ao desbarato porque não nos querem cá». O advogado da Sonae relembrou ainda que a Sonae construiu ao longo dos últimos quatro anos, a sua posição no mercado «Temos 25%. Em 1998, pedimos autorização para aumentar a nossa participação acima dos 10%. Nessa altura, Sousa Franco recusou. Ganhamos nos tribunais e agora temos 25%».

A propósito deste chumbo, Osório de Castro disse «que não estamos a embandeirar em arco que esta vitória que não é contra o Governo, Trata-se, segundo sublinhou de uma derrota dos accionistas que defendiam esta operação».

Cofina diz Portucel perde oportunidade de acrescentar valor

A Cofina considera que o resultado da AG se traduz numa oportunidade perdida para a Portucel SA, na medida em que a mesma era válida e acrescentava valor à papeleira.

Sobre o futuro envolvimento do grupo de Paulo Fernandes, qualquer resposta é remetida para quando existirem propostas concretas.

As acções da Portucel cotavam nos 1,33 euros, a cair 0,75%, a Cofina cotavam nos 2,46 euros, a cair 0,4% e a Sonae está nos 0,60 euros a cair 1,64%.

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