Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Areva compra participação em produtora de urânio australiana

A francesa Areva, maior produtora de reactores nucleares do mundo, vai comprar uma participação na exploradora de urânio, Summit Resources, que é actualmente alvo de oferta por parte da Paladin Resources.

Ana Luísa Marques anamarques@negocios.pt 11 de Abril de 2007 às 14:05
  • Partilhar artigo
  • ...

A francesa Areva, maior produtora de reactores nucleares do mundo, vai comprar uma participação na exploradora de urânio, Summit Resources, que é actualmente alvo de oferta por parte da Paladin Resources.

Numa altura em que o preço do urânio atingiu o valor mais elevado desde 1970, a Areva anuncia que quer adquirir até 18% da empresa australiana Summit Resources. Esta empresa está neste momento a ser alvo de uma oferta pública de aquisição (OPA) lançada pela canadiana Paladin Resources.

Os negócios neste sector não ficam por aqui. A Mitsubishi Development vai investir 11 milhões de dólares canadianos nas minas de urânio West McArthur block, situadas no Canadá, o que lhe dá acesso a metade do projecto CanAlaska. Em Outubro de 2006, a Mitsubishi Development realizou uma parceria com a Tenex para exploração de uma mina de urânio e a Sumitomo juntou-se à Kansai Electric Power para desenvolver um projecto no Casaquistão.

Nos últimos anos, a energia nuclear tem surgido como uma importante alternativa aos combustíveis fosseis, facto que já se começou a reflectir no preço do urânio. Só esta semana, o preço do urânio já subiu 20%, tendo duplicado nos últimos doze meses.

Areva quer duplicar produção de urânio até 2010

A Areva anunciou esta manhã que vai começar por adquirir 19,5 milhões de acções da Summit a 6,20 dólares australianos cada. Mas o seu objectivo é chegar aos 18% na empresa australiana. A companhia francesa quer duplicar a sua produção de urânio até 2010.

"Queremos desenvolver a nossa capacidade de produzir e vender urânio", disse Anne Lauvergeon, presidente-executiva da Areva, numa conferência de imprensa em Tóquio citada pela agência Bloomberg.

Ver comentários
Outras Notícias