Aumento de posição do Bradesco no BES poderá reforçar parcerias no Brasil
O aumento da posição do Bradesco, segundo maior banco privado do Brasil, no capital do Banco Espírito Santo (BES), mais do que duplicando a participação, é visto como "positivo" pelo BPI que acredita poderá "reforçar as parcerias entre os dois bancos no Brasil".
O aumento da posição do Bradesco, segundo maior banco privado do Brasil, no capital do Banco Espírito Santo (BES), mais do que duplicando a participação, é visto como “positivo” pelo BPI que acredita poderá “reforçar as parcerias entre os dois bancos no Brasil”.
Em comunicado emitido ontem, o BES refere que o Bradesco detêm agora uma posição de 6,05% no capital do banco, através de 70.583.333 acções. No aumento de capital a Bradport, sociedade de direito português detida pelo banco brasileiro, subscreveu 55.333.333 acções do BES.
Antes do aumento de capital o Bradesco detinha 3,1% do BES, pelo que com este aumento de posição, reforçou o estatuto de terceiro maior accionista do banco liderado por Ricardo Salgado. A Bespar controla 40% do BES e o Credit Agricole detém uma posição de 10,8%.
“Este aumento da posição, além de sinalizar que [o Bradesco] acredita no BES como uma aposta de longo-prazo, poderá reforçar as parcerias entre os dois bancos no Brasil, onde participam em conjunto na banca de investimento e em projectos de financiamento”, afirma Carlos Peixoto.
As acções do BES estão hoje a negociar em baixa ligeira, a perder 0,03%. Cada acção vale agora 3,599 euros. O BPI não atribui qualquer recomendação aos títulos da instituição liderada por Ricardo Salgado, e também não tem uma avaliação para as acções do banco.