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Banca europeia sobe mais de 8,5% animada pelo plano de Obama

Os principais bancos europeus estão a registar fortes ganhos, com destaque para o Royal Bank of Scotland que está a recuperar das fortes quedas e sobe mais de 25%. O índice Dow Jones Stoxx para a banca europeia está a subir mais de 8,5%. Mas esta tendência é partilhada pelo sector um pouco por todo o mundo. Portugal não é excepção, mas os ganhos são mais tímidos.

28 de Janeiro de 2009 às 16:04

Os principais bancos europeus estão a registar fortes ganhos, com destaque para o Royal Bank of Scotland que está a recuperar das fortes quedas e sobe mais de 25%. O índice Dow Jones Stoxx para a banca europeia está a subir mais de 8,5%. Mas esta tendência é partilhada pelo sector um pouco por todo o mundo. Portugal não é excepção, mas os ganhos são mais tímidos.

O presidente dos EUA, Barack Obama, apresentou hoje detalhes sobre o plano para tentar absorver os chamados activos tóxicos dos bancos nos EUA. O facto de haver notícias que revelam que a Federal Deposit Insurance poder vir a comprar activos tóxicos, que estão a prejudicar os balanços dos bancos também está a animar a negociação dos títulos da banca.

“O catalizador para os bancos em todo o lado é o esperado anúncio dos EUA”, afirmou à Bloomberg Simon Willis, da BCB Stockbrokers. “Estamos a assistir a uma recuperação” depois de se terem verificado perdas acentuadas.

O índice Dow Jones Stoxx para a banca europeia, e que conta com 39 membros, está a ganhar 8,55% para os 133,75 pontos, com todos os títulos que o compõem a subir. Esta é a terceira sessão consecutiva de ganhos deste índice, período no qual está a acumular uma subida de quase 17%. Apesar de ainda não anular a perdas acumuladas ao longo deste primeiro mês, os ganhos dos últimos dias já colocam as perdas do índice em cerca de 9% desde o início do ano.

As acção que mais se está a destacar é o Royal Bank of Scotland, ao ganhar 25,48% para 19,70 pence. As acções do banco estão também a subir fortemente há três sessões consecutivas, acumulando neste período um ganho de quase 63%. Apesar desta subir, o RBS continua a perder mais de 60% desde que o ano começou, muito devido aos rumores de que teria de ser nacionalizado.

Em França, o BNP Paribas está a subir mais de 16,5% para os 29,10 euros e na Alemanha, o Deustche Bank sobe 17,9% para os 21,41 euros.

Esta tendência está a ser partilhada pela generalidade do sector financeiro. O Santander valoriza 9,57% para os 6,30 euros, no dia em que apresentou os resultados de 2008, o Banco Popular aprecia 5,53% para os 5,53 euros, e o BBVA sobe 5,87% para os 7,40 euros.

O britânico HSBC também soma 10,31% para 586 pence e o holandês ING aprecia 9,44% para os 6,84 euros. E o Barclays disparava 19,67% para 107,70 pence.

Os suíços Credit Suisse e o UBS valorizam 11,61% e 9,9%, respectivamente.

Bancos nacionais seguem com ganhos moderados

Os três principais bancos nacionais cotados no PSI-20 também estão a valorizar na sessão de hoje. Contudo, os ganhos são mais modestos do que os seus congéneres europeus.

O Banco Comercial Português (BCP) é o título que mais sobe, ao crescer 2,82% para os 0,802 euros. O BPI valoriza 1,36% para os 1,49 euros e o BES sobe 0,19% para os 5,33 euros, a um dia da apresentação dos seus resultados de 2008.

Banca nos EUA também dispara

O Wells Fargo, que hoje apresentou os resultados do quarto trimestre e que revelou que vai manter o pagamento de dividendo este ano, sobe 21,87% para os 19,73 dólares.

Este foi o último dos grandes bancos norte-americanos a apresentar os resultados do último trimestre do ano passado e os números, apesar de terem sido prejuízos, estão a ser bem recebidos pelos investidores e essa tendência está a estender-se por todo o sector.

O Citigroup ganha mais de 16% para 4,13 dólares e o Bank of America sobe 13,50% para os 7,3778 dólares.

O Goldman Sachs e o JPMorgan estão a ganhar mais de 7,5%.

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