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Bloco questiona Finanças sobre escolha de JPMorgan para privatização dos CTT

Ana Drago vai enviar uma carta dirigida aos Ministérios das Finanças e da Economia em que pergunta por que é que o Estado, através da Parpública, escolheu um banco que “espoliou ao máximo o povo português” para o assessorar na alienação dos Correios de Portugal.

Miguel Baltazar/Negócios
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O Bloco de Esquerda quer explicações dos Ministérios das Finanças e da Economia sobre a escolha dos assessores financeiros do Estado na privatização dos CTT – Correios de Portugal. A deputada Ana Drago levanta mais dúvidas nomeadamente em relação ao JPMorgan.

 

“O JPMorgan espoliou ao máximo o povo português, vendendo produtos tóxicos às empresas públicas e lucrando centenas de milhões de euros pelo meio”, indica a deputada numa carta dirigida às Finanças e à Economia, a que o Negócios teve acesso.

 

Ana Drago referia-se ao processo de negociação dos contratos de cobertura de risco assinados por empresas públicas na última década e que poderiam ter levado a perdas de 3 mil milhões de euros no final de 2012. O JPMorgan foi um dos bancos que o Estado ameaçou levar a tribunal por não ter conseguido chegar, inicialmente, a acordo para reduzir essas perdas, embora o “Expresso” tenha noticiado no sábado passado que se tinha chegado a um entendimento. A ausência desse acordo estaria a travar, segundo o "Público", a escolha do JPMorgan para assessorar a Parpública na privatização dos CTT.

 

Apesar desse envolvimento no caso dos "swaps", escreve Ana Drago, "o Governo escolhe o banco norte-americano para integrar um processo de privatização contra os interesses da população e contra um País em fúria pela actual degradação do serviço, inerente ao processo de privatização”. O Bloco de Esquerda tem-se oposto a este processo, por defender que conduzirá a uma degração da empresa.

 

Além do JPMorgan, o banco de investimento da Caixa Geral de Depósitos também irá prestar assessoria financeira à Parpública, empresa que gere participações estatais, na alienação dos CTT. “A escolha da JP Morgan e do Caixa BI é mais um exemplo de má gestão pública, incompreensível para o grupo parlamentar do Bloco de Esquerda. Ambos os bancos estiveram e estão ligados à comercialização de ‘swaps’ junto de empresas públicas”, indica a deputada do partido co-liderado por João Semedo e Catarina Martins. 

 

Ana Drago pergunta, por isso, às Finanças quais os critérios que estiveram na base da escolha dos bancos de investimentos, quanto irão receber e qual o trabalho que será desenvolvido pelas duas instituições.

 

A Parpública anunciou que, além da CaixaBI e do JPMorgan, como assessores financeiros, também a sociedade de advogados Vieira de Almeida foi escolhida como assessora jurídica no processo dos CTT.

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