CEO da CUF: Evolução "muito acelerada" dos custos do SNS não está a ter atenção devida
O CEO da CUF, Rui Diniz, diz em entrevista ao Negócios e Antena 1 que a evolução "muito acelerada" dos custos do SNS não está a ter a atenção que deveria. A sustentabilidade a prazo do SNS deveria ser uma preocupação de todos, aponta.
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O CEO da CUF, Rui Diniz, alerta que os custos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) estão a crescer de "uma forma muito significativa", mas lamenta que "a sustentabilidade do SNS a prazo" que, a seu ver, deve ser "uma preocupação" de todos, ainda não tenha a atenção que deveria merecer.
"A evolução dos custos nos últimos anos tem sido muito acelerada. É uma área em ainda não vejo uma ênfase tão grande como gostaria", afirma, em entrevista ao Negócios e à Antena 1 que será publicada na íntegra nesta segunda-feira.
Rui Diniz coloca esse peso em perspetiva: "Hoje temos 17 mil milhões de euros comprometidos no SNS. Para efeitos comparativos, a receita de IRS são 19,5 mil milhões", ou seja, "temos o equivalente a mais de 90% de toda a receita arrecadada com esse imposto que todos pagamos comprometida com o SNS".
"É fundamental trazer para o centro da discussão como é que nos tornamos mais eficientes, como introduzimos mais digitalização, como fazemos com que os processos sejam eles próprios menos onerosos", realça.
Para o gestor, a forma como se aborda o SNS é sobretudo "com foco político", quando o SNS precisa sobretudo de gestão, uma componente que, a seu ver, "muitas vezes, não é valorizada".