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Chairman da TAP antevê "verão seguro" sem previsão de falta de combustível

Apesar de Carlos Oliveira não antecipar uma escassez de jet fuel, ressalva que tudo "dependerá de como a situação evolui, sabendo que a TAP, obviamente, opera de muitos aeroportos no mundo todo e, portanto, não depende apenas da disponibilidade em Lisboa".

Aviões da TAP na placa do aeroporto
Aviões da TAP na placa do aeroporto Miguel Baltazar
30 de Abril de 2026 às 22:28

O 'chairman' da TAP, Carlos Oliveira, garantiu esta quinta-feira, numa visita à cidade norte-americana de Newark, não ter previsão de indisponibilidade de combustível em Portugal, avaliando que o "verão estará seguro".

"A TAP tem estado a acompanhar com muita atenção e de uma forma diária todas as dinâmicas do mercado. As informações que temos [...] é de que em Portugal não há previsão de haver uma indisponibilidade de combustível e que, portanto, o verão estará seguro", afirmou, ao ser questionado pela Lusa sobre a posição do Governo, de não antecipar, para já, cancelamentos de voos na TAP devido aos limites de 'stock' de combustível para a aviação.

Carlos Oliveira frisou, no entanto, que tudo "dependerá de como a situação evolui, sabendo que a TAP, obviamente, opera de muitos aeroportos no mundo todo e, portanto, não depende apenas da disponibilidade em Lisboa".

"Aquilo que sabemos é que esta situação geopolítica está a trazer muitas complexidades a nível do 'jet fuel', seja de potencial disponibilidade, seja de custo", acrescentou, em declarações aos jornalistas, sublinhando que a Comissão Executiva da companhia aérea está a seguir diariamente os novos desenvolvimentos e a gerir a situação em conformidade.

Na semana passada, o ministro das Infraestruturas assegurou que o Governo tem estado em contacto com as petrolíferas sobre os limites de 'stock' de combustível para aviação nos aeroportos nacionais, não antecipando, neste momento, cancelamentos de voos na TAP.

"É um problema internacional e à escala europeia, que estamos a acompanhar de perto e queremos garantir que nada falhe nos próximos meses a esse respeito", começou por explicar Miguel Pinto Luz em resposta aos jornalistas à margem da apresentação do balanço do passe ferroviário verde na estação de Santa Apolónia, em Lisboa.

Instado a comentar se poderá haver cancelamentos de voos na TAP, respondeu: "Como devem calcular, não vou antecipar", mas "acreditamos que não, acreditamos que a oferta continuará a ser garantida".

Carlos Oliveira encontra-se a fazer a sua primeira visita oficial aos Estados Unidos na qualidade de 'chairman' da TAP, num périplo que começou na cidade de Boston, seguiu-se Newark e que incluirá ainda Washington.

O objetivo da viagem, disse, é mostrar a importância que os EUA têm para a TAP, sendo esse o mercado que "mais que cresceu em termos de lugares disponíveis nos últimos cinco anos".

"No nosso plano estratégico para os próximos 10 anos este é um mercado com um nível de crescimento importante. Temos lançado bastantes rotas. Este ano vamos abrir uma nova que é Lisboa-Orlando, além de um conjunto de outras rotas já disponíveis. Portanto, neste momento, para o verão, estamos com 101 voos semanais para a América do Norte, a operar em oito cidades dos Estados Unidos e mais duas do Canadá", explicou.

"Temos também o voo Porto-Boston que era sazonal, funcionava só durante o verão, e que vai passar a funcionar todo o ano. Com isto queremos entregar melhor conectividade aos nossos passageiros, muito em particular também às comunidades portuguesas que estão nos Estados Unidos, seja nesta costa (leste), seja na outra costa (oeste), e dar-lhes uma boa conectividade a Portugal e também à Europa", defendeu Oliveira.

Na deslocação aos Estados Unidos estão agendadas reuniões com parceiros e representantes institucionais, para a companhia tentar entender as dinâmicas do mercado norte-americano, que representa hoje cerca de 25% da receita da companhia, segundo dados fornecidos hoje pela TAP.

Carlos Oliveira garantiu que a "TAP está bem e recomenda-se" e como prova disso apontou para o interesse que tem sido demonstrado por grandes grupos europeus.

"A TAP está bem e recomenda-se. [...] A TAP vem de um período complexo, de um programa de reestruturação que é conhecido, está a sair desse programa de reestruturação e tem agora uma plataforma muito interessante para a próxima fase, que é uma fase de crescimento", afirmou.

"Sobre a questão da privatização, penso que podemos tirar algumas conclusões sobre se a TAP se recomenda ou não, não nas nossas palavras, mas também pelo interesse que tem sido demonstrado pelos grandes grupos europeus na TAP", concluiu.

A Air France-KLM e a Lufthansa estão na corrida pela privatização da TAP, depois de a IAG, dona da Iberia e da British Airways, não ter avançado com uma proposta.

O Governo quer alienar até 49,9% do capital da companhia, dos quais 44,9% a um investidor de referência e até 5% reservados a trabalhadores, num processo em que serão tidos em conta o preço, o plano industrial, a conectividade e a capacidade financeira do comprador.

O executivo espera concluir a alienação este ano, admitindo tomar uma decisão em Conselho de Ministros no final de agosto.

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