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Como os líderes veem 2020?

O Negócios questionou mais de 100 líderes sobre as perspetivas para 2020.

Negócios 04 de Janeiro de 2020 às 10:00

O Negócios questionou 135 líderes sobre as perspetivas para 2020. Mais de 120 fizeram também um breve comentário sobre o ano. Líderes dos vários quadrantes, empresários, gestores, reguladores, professores, economistas, juristas, entre outros.

Margarida Matos Rosa

Margarida Matos Rosa
Presidente da Autoridade da Concorrência

A concorrência beneficia todos nós, cidadãos e empresas. Em 2020, a AdC quer investigar mais, melhor e de forma mais rápida de forma a ser referência pela qualidade, agilidade e capacidade de entregar valor à sociedade.

A AdC atua de forma transversal a toda a economia portuguesa, sem exceção de setores. Em 2020, a AdC mantém como prioridade a atuação determinada na deteção, investigação e punição de práticas que distorcem o funcionamento dos mercados, com particular enfoque nos cartéis. Esta prática é a mais grave para a concorrência, com efeitos danosos para os consumidores.

Nuno Freitas

Nuno Freitas
Presidente da CP

Vejo com apreensão a situação geopolítica.

Isabel Mota

Isabel Mota
Presidente da Fundação Calouste Gulbenkian

Reforça-se a convicção de que as políticas económicas têm de incorporar na sua essência as questões da desigualdade e da sustentabilidade.

Carlos Leal

Carlos Leal
Diretor geral da UIP

Prevemos um ano cheio de desafios, o que requer alguma ponderação em novos investimentos e consolidação.

Nuno Garoupa

Nuno Garoupa
Professor

Continuidade. Estagnação. Suspenso à espera das outras economias da União Europeia. Sem surpresas.

Pedro Rutkowski

Pedro Rutkowski
CEO da WORX

No momento em que vivemos com taxas de juro negativas e com uma forte pressão para o investimento e não para a poupança acredito que os mercados já não têm muita flexibilidade para a sustentação de uma economia sustentável o que tendencialmente leva a que se cometam erros que no futuro terão de ser resolver. Mas é cíclico, o que tem sempre um lado positivo e outro negativo, dependendo do momento em que se entra. Uma coisa é certa e sabida, o negócio é na compra, a venda é uma repercussão.

José Luís Arnaut

José Luís Arnaut
"Managing partner" da CMS - Rui Pena & Arnaut

Ano de alguma incerteza geopolítica e de incerteza económica e política a nível europeu que importa ir acompanhando de perto sem grandes expectativas, havendo, contudo, ainda lugar a alguma esperança de que nem todos os fatores de incerteza se conjuguem.

Alexandre Fonseca

Alexandre Fonseca
Presidente executivo da Altice Portugal

Para 2020 tenho uma ambição muito clara para o país que passa pelo progresso de Portugal através do acesso de todos os portugueses a tecnologia de última geração e pelo investimento em literacia digital. Não basta possibilitar o acesso a melhores redes e a tecnologia, é preciso garantir formação para que todos os portugueses, crianças, jovens, adultos em idade ativa e seniores consigam tirar partido dessa mesma tecnologia, para que ninguém fique de fora. O futuro é indubitavelmente digital e, por isso mesmo, a literacia dos portugueses no que diz respeito às novas tecnologias deve fazer parte das prioridades de qualquer Governo, das instituições e da sociedade civil.

João Caiado Guerreiro

João Caiado Guerreiro
Sócio na Caiado Guerreiro

Vai ser um ano interessante, na União Europeia a Inglaterra vai ter que refazer alianças e Portugal pode aproveitar a oportunidade. A guerra comercial vai continuar, mas não será decisiva para a economia, a política vai ser a chave para 2020.

Pedro Castro e Almeida

Pedro Castro e Almeida
CEO do Santander Totta

2020 será um ano de transição, num ciclo económico que já vai muito longo.A política económica, nas suas várias vertentes, deve estar orientada para (i) criar as condições para minorar e/ou mitigar os impactos da fase de desaceleração sobre as dinâmicas de emprego; e (ii) criar as condições para aumentar o potencial de crescimento e aproveitar ao máximo a fase de recuperação subsequente, tirando partido também de condições favoráveis, como os baixos níveis de taxas de juro. Ou seja, ter uma orientação de médio prazo, visando a geração equitativa de riqueza que promova a melhoria das condições de vida e do bem-estar.

Francisco Veloso

Francisco Veloso
Diretor do Imperial College Business School

As bases para a próxima década no continente decidem-se em 2020. A Europa irá redefinir a sua organização e prioridades sem o Reino Unido na União Europeia, e fazê-lo num contexto de estagnação económica neste continente, e muita incerteza política nos EUA. Em Portugal, o abrandamento económico na Europa pressionará a nossa economia, o que fará com que o novo Governo PS, mais livre dos acordos à esquerda, tenha que revelar de facto o que serão as suas prioridades políticas, económicas e sociais para este mandato. Espero que mais conhecimento, abertura, agilidade, e um novo futuro digital façam parte dessas prioridades.

Helena Borges

Helena Borges
Diretora-geral da Autoridade Tributária

Os desafios da transformação digital proporcionam opções de política económica assentes na utilização eficiente da informação, promovem o aumento da produtividade e a eficácia dos resultados, aumentando a perceção de efetiva melhoria da qualidade de vida das pessoas. O desenvolvimento económico sustentado, acompanhado de uma evolução harmoniosa do sistema fiscal e da progressiva reorganização de procedimentos e processos de trabalho nos serviços públicos tende a proporcionar uma relação mais equilibrada entre o Estado e os cidadãos.

Licínio Pina

Licínio Pina
Presidente do Grupo Crédito Agrícola

Ano de transição entre o crescimento económico e a recessão a conter.

Francisco Madelino

Francisco Madelino
Ex-presidente do IEFP

A incerteza e a imprevisibilidade política são os principais riscos da economia internacional para 2020, e com potenciais fortes impactos em Portugal. Os comportamentos da liderança americana e os riscos sobre os preços do petróleo são enormes. Na Europa, a conjugação dos populismos, do Brexit e das representações sobre a imigração coloca o projeto europeu em sobressalto permanente. Se tudo isto se situar no domínio controlável, a economia portuguesa continuará a crescer próximo dos 2% e a taxa de desemprego a aproximar-se dos 6%.

Bernardo Trindade

Bernardo Trindade
Administrador da PortoBay Hotels & Resorts

Portugal tem crescido, empreendido, criado emprego, em suma, gerado coesão ainda que às vezes de forma desigual. O desafio é, crescendo, redistribuir melhor: mais oportunidades, mais riqueza distribuída pelo país. No turismo e nas acessibilidades, dois desafios: dignificação crescente das profissões
no turismo permitindo com isso reter talento. Nas acessibilidades, mais respostas na relação
de Portugal com o mundo.

Maria Cristina Portugal

Maria Cristina Portugal
Presidente da ERSE

Perspetivam-se grandes mudanças no setor da energia para concretizar aquele que é um dos maiores desafios da atualidade: a transição energética. Um mercado de energia mais sustentável e integrado, em que as novas tecnologias e modelos de negócio devem estar ao serviço dos consumidores que, cada vez mais, podem ser agentes ativos e centrais no mercado, através dos seus comportamentos, do autoconsumo e da partilha de energia em comunidades. A ERSE manterá firmeza na ação regulatória e de supervisão, na proteção dos mais vulneráveis e no reforço da comunicação e da confiança. Porque consumidores informados são mais conscientes e exigentes.

João Cadete de Matos

João Cadete de Matos
Presidente da Anacom

A oportunidade para um maior desenvolvimento económico e uma melhoria efetiva das condições de vida da população, através de uma maior acessibilidade digital em todo o território nacional. Com esse objetivo, a Anacom continuará a exercer uma regulação independente, isenta e exigente que assegure um ambiente concorrencial e promova o investimento eficiente, criando condições para a melhoria da qualidade dos serviços prestados e para uma redução dos preços das comunicações em Portugal.

Luís Portela

Luís Portela
"Chairman" da BIAL

Em Portugal, em 2020 será verdadeiramente importante a redinamização da economia, nomeadamente para um maior investimento em tecnologia e na obtenção de produtos e serviços competitivos à escala global. Mas, mantendo um forte controlo das contas públicas e conseguindo diminuir o endividamento do país.

João Vieira Lopes

João Vieira Lopes
Presidente da CCP

A economia a crescer pouco com exportações e turismo a baixarem o ritmo de crescimento, em grande medida pela evolução dos principais destinos ou mercados. Falta de incentivos significativos para o aumento
da produtividade e competitividade das empresas. Estabilização do desemprego, falta de mão de obra qualificada. Contas públicas equilibradas mas falta de ambição no investimento, com riscos na sustentabilidade da economia a médio e longo prazo.Será um ano de continuidade, sem reformas significativas no Estado. A não ser que exista alguma perturbação internacional grave não são de esperar grandes convulsões.

Duarte Líbano Monteiro

Duarte Líbano Monteiro
Diretor-geral da Ebury

2020 será um ano importante a nível mundial. As eleições nos Estados Unidos e a capacidade de a Europa conseguir crescer de forma sustentada (com o risco de a Alemanha entrar em recessão) serão temas que poderão aumentar o risco de outra crise. Portugal, com algum atraso devido à dependência dos mercados internacionais, poderá vir a entrar em recessão no final de 2020, princípios de 2021, caso medidas drásticas não sejam tomadas.

Celso Lascasas

Celso Lascasas
CEO da Laskasas

Estamos com uma vontade enorme em continuar a crescer. O mercado externo é para onde olhamos e nos focamos. 2020 vai ser um ano de afirmação no mercado internacional.

Pedro Rebelo de Sousa

Pedro Rebelo de Sousa
"Managing partner" da SRS Advogados

Cheio de incógnitas no equilíbrio geopolítico internacional e respetivo impacto a nível macro e microeconómico. Brexit, EUA vs. China, União Europeia, NATO, políticas da FED e do BCE são os principais pontos de interrogação que condicionam o devir de 2020.

Marta Araújo

Marta Araújo
CEO da Castelbel

Vai ser mais um ano de grande expectativa, com o receio do aparecimento de uma nova crise económica, que, felizmente, ainda não irá acontecer. A evolução da economia mundial e, em particular, da economia europeia, vai estar dependente da evolução de três fatores: "Trump impeachment", impacto do Brexit e influência da China; este país está a afirmar-se cada vez mais como a grande potência do futuro e, dado o seu tipo de governo, é imprevisível a sua forma de atuação.

José Veiga

José Veiga
CEO da Eupago

"A oeste nada de novo"... 2020 será provavelmente um ano com poucas novidades, com o Governo a repetir no seu OE as fórmulas antigas já usadas nos outros anos: aumentar a carga fiscal de forma camuflada.

Ângelo Ramalho

Ângelo Ramalho
Presidente executivo da Efacec

Um ano de desafios crescentes, resultado de um mundo de interações cada vez mais complexas entre atores, sejam grandes regiões, países ou empresas.

José Galamba de Oliveira

José Galamba de Oliveira
Presidente da APS - Associação Portuguesa de Seguradores

2020 será mais uma vez um ano com inúmeros desafios geopolíticos e sociais. A clarificação sobre a evolução do processo do Brexit e a expectativa de uma conclusão com sucesso das negociações para um acordo comercial entre os EUA e a China são dois fatores positivos que poderão trazer alguma estabilidade nos mercados, mas continuam a existir outros fatores externos - protecionismos, populismos, desaceleração económica das principais economias parceiras - que nos obrigam a olhar para a evolução do desempenho económico em Portugal no novo ano com muita prudência.

Cláudia Carvalho

Cláudia Carvalho
Administradora executiva da Universidade Portucalense

O ano de 2020 será de grandes desafios globais de natureza geopolítica, social e económica,
que exigirão às organizações estratégias bem ponderadas e firmes que lhes permitam ampliar a sua capacidade e alcançar bons níveis de desempenho.

Ricardo Reis

Ricardo Reis
Professor de Economia na LSE

As eleições americanas e a conclusão do Brexit vão ser decisivas para perceber como será a nova ordem geopolítica mundial.

Luís Urmal Carrasqueira

Luís Urmal Carrasqueira
Diretor geral da SAP Portugal

Será um ano de continuidade em relação aos grandes temas económicos, seja na guerra comercial EUA/China, no impacto real do Brexit, no investimento público, e como isso poderá afetar a economia e a rentabilidade das empresas. No que concerne ao setor das tecnologias de informação, continuar-se-á a sentir o défice de recursos humanos e de competências, mantendo-se a necessidade das empresas se adaptarem a mercados cada vez mais sofisticados e personalizados.

Miguel Frasquilho

Miguel Frasquilho
"Chairman" da TAP SGPS

Tal como em 2019, 2020 continuará a ser marcado por uma indesejada instabilidade a nível global: logo no início do ano, o Brexit será uma certeza incerta (Como acontecerá? Determinará o fim do Reino Unido como o conhecemos?

Se sim, que consequências do mesmo género terá sobre outros países da Europa?). Os focos regionais de instabilidade geopolítica que continuam a marcar o mundo parecem não ter fim à vista (Hong Kong, vários países da América Latina, vários países do Mundo Árabe); potenciais conflitos comerciais dos EUA com China (que já vem de 2018) e Zona Euro (aqui como possível resposta à continuação da política de estímulos do BCE) poderão ser incentivados pela realização das eleições presidenciais norte-americanas em novembro, por sua vez extremadas internamente pelo (estéril) processo de "impeachment" em curso.

Será, pois, essencialmente pela geopolítica que a economia global se poderá ressentir em 2020 e em anos seguintes: mesmo que os conflitos económicos não sejam concretizados, toda a instabilidade provocada por anúncios e contra-anúncios terá consequências sobre a economia, uma vez que a instabilidade e a incerteza tendem a retrair as intenções de investimento, consumo e comércio. Neste contexto, e como pequena economia aberta que é, Portugal poderá ser afetado por este clima instável. Por isso é tão importante que continuemos no radar quer de investidores quer de turistas e visitantes (a exemplo do que tem sucedido nos últimos anos); que o primeiro excedente orçamental do Estado em quase 50 anos seja mesmo real (como projetado no Orçamento para 2020); que a dívida pública continue a trajetória descendente; e que continuemos atentos às tendências globais para não perdermos - ou melhor, para reforçarmos a nossa - competitividade.

Tudo somado, será um mundo mais instável e incerto - e, logo, mais perigoso - aquele que enfrentaremos em 2020. Devemos todos ter consciência disso.

António Sampaio de Mattos

António Sampaio de Mattos
Presidente da APCC - Associação Portuguesa de Centros Comerciais

Ano difícil com surpresas desagradáveis.

Paulo Gonçalves Marcos

Paulo Gonçalves Marcos
Presidente do SNQTB e SAMS Quadros

Desafiante, mas num ambiente positivo. Oportunidade de corrigir algumas atuações, mas globalmente positivo.

António Comprido

António Comprido
Secretário-geral da APETRO

2020 será uma mão-cheia de incógnitas. Como vão desenvolver-se as relações comerciais entre os grandes blocos económicos, nomeadamente USA com China e União Europeia?

A onda de refugiados vai manter-se? A nova Comissão Europeia irá propor políticas disruptivas? Como irá a economia real reagir? E que consequências terá o Brexit? Julgo que estes poucos exemplos chegam para mostrar quão atentos teremos todos de estar a estes desenvolvimentos, incluindo os governos, as empresas e os cidadãos. Previsibilidade é algo que todos pedem, mas que teima em não aparecer.

Manuela Arcanjo

Manuela Arcanjo
Economista, ex-ministra da Saúde e ex-secretária de Estado do Orçamento

Em Portugal: alguma instabilidade social num quadro de manutenção de fraco crescimento económico e em que o Orçamento do Estado para 2020 continua a não apresentar uma estratégia para o país, mas um conjunto de medidas muito orientadas para apoio parlamentar e, pior, com novo aumento do nível de fiscalidade.

António Nogueira Leite

António Nogueira Leite
Administrador da Hipoges

A economia internacional deverá continuar a crescer em linha com os últimos anos. O ajustamento dos mercados financeiros poderá ter algumas consequências, mas sem uma quebra abrupta do PIB alemão a economia portuguesa deve manter o crescimento sofrível do atual ciclo.

Paulo Coelho Lima

Paulo Coelho Lima
CEO da Lameirinho

Prevejo um 2020 em linha com o 2019 porém ainda com maiores incertezas, nomeadamente geopolíticas e geoeconómicas. Paulo Coelho Lima

Paula Antunes Costa

Paula Antunes Costa
"Country Manager" da Visa Portugal

Continuidade do crescimento da economia embora em fase de desaceleração a manter nos próximos anos, alicerçado num maior contributo da procura interna perante a subida do salário mínimo e redução da taxa de desemprego. O enquadramento externo da economia portuguesa tornou-se menos favorável em 2019, perspetivando-se para 2020 uma recuperação modesta do ritmo de crescimento do PIB e do comércio mundial. As empresas deverão continuar o processo de transformação digital, conduzindo a parcerias, fusões e aquisições que proporcionem escala e reforço de competências e talentos essenciais à economia digital, particularmente relevante no setor financeiro e de pagamentos (IA, "data analytics" e cibersegurança). Resultado da diretiva de pagamentos DSP2 e "open banking" assistiremos a uma intensificação da concorrência no setor financeiro a par da dinamização seletiva do ecossistema de fintech, e maior integração de novas formas de pagamento eletrónicas, centradas no perfil e experiência do consumidor com expansão dos pagamentos contactless, mobile e e-commerce.

Mário Vaz

Mário Vaz
CEO da Vodafone Portugal

A chegada da quinta geração móvel vai marcar 2020. Antecipam-se oportunidades económicas e sociais promissoras para Portugal, que devem ser aproveitadas na sua plenitude, para que o país não fique para trás nesta corrida que se trava a nível mundial. Mas para que tal seja possível é importante existir uma estratégia nacional para o 5G, assente na articulação plena entre todos os "stakeholders", sejam eles operadores, Estado, indústria, empresas e instituições de ensino, e que tenha em consideração o papel relevante que os operadores desempenham no progresso tecnológico e na competitividade do país.

José Veiga Sarmento

José Veiga Sarmento
Presidente da APFIPP

Deterioração das relações comerciais globais, riscos geopolíticos em resultado de agendas nacionalistas e populistas, com possibilidade pontual de afrontamentos armados. Degradação do papel internacional dos Estados Unidos, e afirmação da liderança europeia nos domínios da sustentabilidade ambiental e na solução de conflitos. Aparecimento de uma moeda digital global.

Nuno Ribeiro da Silva

Nuno Ribeiro da Silva
Diretor-geral da Endesa Portugal

Volatilidade, instabilidade, ansiedade, um pouco à imagem de 2019. A Europa frágil e focada em "lamber" feridas internas. Portugal mais conflituoso, sem reformas de vulto e a consolidar a ideia que a legislatura não chegará ao fim.

Carlos Poço

Carlos Poço
CEO de Poço - Equipamentos Industriais

Vejo o próximo ano com grande expectativa porque prevejo muitas alterações políticas em muitos países e uma grande pressão social.

Haverá também muitas alterações tecnológicas com consequências na economia. Continuará a pressão da subida dos salários sem contrapartida de melhoria da produtividade o que poderá provocar queda da economia devido a perda de competitividade.

A banca continuará a tentar arrumar as contas, muitas delas à custa dos contribuintes, o que faz uma pressão enorme de impostos sobre os rendimentos singulares com a consequente perda de poder de compra e pressão sobre os salários. Esta moda de esquerda vai continuar a criar a ideia de melhoria de condições salariais mesmo com aumento de impostos sem preocupar com a melhoria de produtividade.

Em resumo vejo um ano de 2020 com muitas alterações potenciais e grande agitação social. Como somos uma pequena economia aberta e dependente de terceiros (Europa) muito dependerá do desempenho da Europa e das suas políticas. A mudança de Comissão Europeia cria um clima positivo de boas expectativas. Vamos ver.

Cristina Casalinho

Cristina Casalinho
CEO da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP)

2020 deverá ser um ano de estabilidade económica e política apesar de momentos de incerteza temporária. Não se antecipam grandes alterações de tendência ou inversões de ciclo. Porém, em termos de política monetária, sinais de progressivo abandono de taxas de juro negativas podem intensificar-se, sem contudo o pendor acomodatício geral ser posto em causa - inflação, crescimento económico e dimensão da dívida/necessidade de desalavancagem não justificam inflexão de caráter. A atividade económica deverá manter-se a um ritmo moderado com risco de suave abrandamento devido à longevidade do atual ciclo de expansão (mercado de trabalho apresenta indicação de aproximação de pleno emprego nas economias desenvolvidas). Porém, questões episódicas de 2019, como a retração do setor automóvel europeu, perturbação do comércio mundial devido a tensões comerciais e o Brexit, estão genericamente ultrapassadas, conferindo maior estabilidade ao ambiente económico global.

Filipe Garcia

Filipe Garcia
Economista da IMF - Informação de Mercados Financeiros

A economia mundial respira de alívio por ter conseguido escapar a uma recessão que há um ano parecia inevitável. Com as bolsas em máximos e os juros ainda muito baixos, o grande desafio de 2020 será o de corresponder às expectativas positivas que se estão a criar. As eleições presidenciais americanas serão um foco de incerteza ao longo do ano e haverá muita curiosidade em torno da concretização do Brexit, daquilo que Christine Lagarde poderá trazer para o BCE e da evolução da situação em Hong Kong. O conflito EUA-China está para durar décadas.

Fernando Neves de Almeida

Fernando Neves de Almeida
"Managing partner" da Boyden

Um desafio para o Governo.

Pedro Pires de Miranda

Pedro Pires de Miranda
Presidente executivo da Siemens Portugal

"Outlook" positivo! Em Portugal, prevejo 2020 como politicamente sereno, economicamente estável e socialmente muito desafiante face às expectativas de alguns setores. Vejo a evolução das exportações como algo preocupante devido à instabilidade política de Espanha. Um desfecho positivo do Brexit e um acordo comercial EUA-China bem-sucedido poderá trazer um crescimento inesperado à Zona Euro. Portugal poderá liderar o diálogo europeu com África e beneficiar comercialmente das boas relações geoestratégicas com a maioria dos blocos internacionais, especialmente por via do IDE e da consolidação como destino turístico de eleição. A redução continuada da dívida pública afetará positivamente o "rating" da República e estimulará mais investimento público e privado.

João Martinho

João Martinho
COO Solutions 30

O ano de 2020 será desafiante no que diz respeito à economia, com fatores de instabilidade, como a implementação do Brexit, e as eleições nos EUA, mas que também poderão trazer novas oportunidades, desde que tenhamos a capacidade de antecipação e adaptação necessárias para os integrar. Em resumo vejo a chegada do novo ano de 2020 com um otimismo pragmático.

Pedro Morais Leitão

Pedro Morais Leitão
CEO da Prio SGPS

2020 vai ser marcado pelas eleições nos EUA, pela diminuição da tensão EUA-China e pela retoma das exportações da Alemanha. Veremos mais instabilidade social na América do Sul e em França, e em novas localizações, com a fiscalidade dos combustíveis fósseis como "rastilho" para as explosões.

Em Portugal, acredito que o Governo vai conseguir construir um equilíbrio parlamentar à base de acordos pontuais, e que as medidas para a transição energética terão um papel importante nesse equilíbrio.

Manuel Braga

Manuel Braga
CEO da Imovendo

Ano de desafios resultantes da instabilidade política norte-americana, da instabilidade política provocada pelo Brexit e da necessidade de o Governo português conseguir assegurar crescimento sem ser à custa das contas públicas.

João Rui da Silva Gomes Ferreira

João Rui da Silva Gomes Ferreira
Presidente da Apcor

Um ano de transição, novo modelo económico assente em Inovação e Sustentabilidade.

Pedro Viegas Galvão

Pedro Viegas Galvão
Presidente da direção do CPC

Moderadamente otimista. Muito dependente da evolução externa da economia dos principais clientes europeus e da disciplina orçamental interna, essencial para reduzir a dívida pública excessiva.

Carlos Fiolhais

Carlos Fiolhais
Físico e professor da Universidade de Coimbra

É o fim da segunda década do novo século.

Oxalá se desvendem alguns dos grandes mistérios da ciência: a matéria escura e a energia escura, talvez uma teoria unificada de tudo, outras Terras e a origem da vida, soluções energéticas que permitam enfrentar as alterações climáticas, novas terapias genéticas, a computação quântica acessível, inteligência artificial evoluída, os segredos da consciência. Se não for em 2020 será na década seguinte...

Joaquim Cunha

Joaquim Cunha
Diretor executivo do Health Cluster Portugal

Vejo 2020 com expectativa. No plano externo, esperando que alguns sinais mais preocupantes não passem disso mesmo e que a realidade nos possa surpreender positivamente. No plano interno, ambicionando que na Saúde, área que me interessa em particular, a clivagem artificial e conjuntural que mantém o país, neste
como noutros domínios, paralisado possa ser desconstruída e o grande consenso para as mudanças profundas, cada vez mais emergentes, possa acontecer.

Miguel Bastos Araújo

Miguel Bastos Araújo
Biogeógrafo e Prémio Pessoa

Consolidação de tendências anteriores.

João Macedo Vitorino

João Macedo Vitorino
Sócio administrador da Macedo Vitorino & Associados

Vemos 2020 como um ano em que se manterá a aparência de estabilidade, mas em que continuará
a degradação paulatina da economia: em particular, no caso português, assistiremos à continuação da deterioração dos serviços públicos, com mais incidência na saúde e nos transportes. Em simultâneo, mantém-se o aumento da pressão fiscal sobre todos os portugueses. Todavia, não será ainda em 2020 que a população se dará conta do que lhe está a acontecer (tal como a lagosta que é posta ao lume em água fria não se dá conta logo do seu destino); e, por isso, 2020 não será o ano da grande instabilidade social.

Pedro Mota Soares

Pedro Mota Soares
Secretário-geral da APRITEL

2020 trará um grande desafio: a implementação do 5G. Para já, é prioridade para o setor que, por parte do regulador, sejam garantidas todas as condições, para que este processo decorra da melhor forma e dentro dos timings, sendo que os operadores portugueses estão preparados para esta transição. Esta não será uma mera atualização de tecnologia, mas um verdadeiro contributo para a efetiva revolução digital, com impactos positivos em diversos setores, desde a economia, saúde, educação à coesão territorial .

Luís Miguel Ribeiro

Luís Miguel Ribeiro
Presidente da AEP

Do ponto de vista da atividade económica, as perspetivas para 2020 incorporam vários riscos, que são sobretudo de origem externa, face a um enquadramento vincado por tendências protecionistas, por uma desaceleração económica nos nossos principais mercados de exportação e pela saída do Reino Unido da União Europeia, colocando um clima de maior incerteza e impondo às empresas uma maior capacidade de resiliência e de cooperação, para ultrapassar estes desafios e outros que já hoje se põem, nomeadamente fruto da revolução tecnológica.

Domingos Cruz

Domingos Cruz
"Managing partner" da CCA Law Firm

De acordo com as últimas previsões económicas, Portugal deverá continuar a crescer em 2020, mas a um ritmo mais lento do que em 2019. Se a isto juntarmos fatores conjunturais como a instabilidade política em Espanha e no Reino Unido, a "guerra" comercial entre os EUA e o resto do mundo, a aparente recessão que ameaça a Alemanha, ou mesmo a nova "geometria" de governação que saiu das últimas eleições, é evidente que 2020 será um ano de maiores desafios por comparação a 2019. Seria útil, senão mesmo vital, que Portugal continuasse a desenvolver políticas concretas de atração de investimento estrangeiro, dada a escassez de capital existente na economia portuguesa, em simultâneo com um renovado ímpeto reformista que permitisse tornar setores/áreas como a administração pública, a justiça, ou a política fiscal mais ágeis, previsíveis, e capazes de corresponder aos desafios que uma economia aberta como a Portuguesa coloca. 

Carlos Silva

Carlos Silva
Secretário-geral da UGT

Em 2020 quero um país menos desigual, menos pobre e com uma governação mais justa. Este é um desejo intemporal, que reafirmo a cada ano que passa e não vejo melhorias substanciais.

Miguel Checa

Miguel Checa
Diretor-geral da Goldenergy

Um ano desafiador, em que muito está em jogo, sobretudo em termos ambientais e geoestratégicos. Para a Goldenergy será um ano de crescimento. Com todos os investimentos realizados entre 2018 e 2019 estamos prontos para crescer, garantindo o melhor serviço, ao preço mais justo.

Francisco Banha

Francisco Banha
Presidente do Grupo Gesbanha

Ideologias à parte, gostava que a evolução da economia e a posição da sociedade portuguesa face à atuação do empreendedor assumissem um caminho conjunto. Numa conjuntura política caracterizada pela fragmentação da Assembleia da República, faço votos para que a ascensão do empreendedorismo seja uma realidade como força motriz do crescimento económico, da mudança estrutural e da criação de emprego, numa perspetiva de desenvolvimento. Desejo que a classe política assuma de uma vez por todas o enorme potencial que o investimento na educação para o empreendedorismo possibilita na capacitação dos nossos jovens talentos.

Helena Painhas

Helena Painhas
CEO da Painhas

Um ano de crescimento em Portugal e no exterior fruto da necessidade grande interna e externa de infraestruturas na área da energia para os desafios que a transição energética trazem a todo o mundo.

Francisco de Almada Lobo

Francisco de Almada Lobo
CEO da Critical Manufacturing

Em termos nacionais, vejo com preocupação que não sejam pensadas medidas fiscais para estímulo da economia. Em termos mundiais, apesar dos riscos, haverá sempre oportunidades de negócio, em particular nas áreas tecnológicas.

Pedro Fernandes

Pedro Fernandes
Administrador da Prazo.pt

Manutenção do excesso de liquidez nos mercados mundiais, com efeitos no aumento das vendas de bens de consumo das famílias, mas sem, no entanto, o aumento de preços - com a exceção dos preços da habitação - devido ao aumento da concorrência atual e da ameaça de entrada de novos concorrentes nos vários mercados.

Francisco Pedro Balsemão

Francisco Pedro Balsemão
CEO da Impresa

Ao nível geopolítico e económico, as eleições americanas terão um papel preponderante nas relações dos EUA com a China e mesmo com a União Europeia. Lagarde não deverá fazer alterações às políticas de Draghi, mas a Europa continuará a arrastar-se. Por cá, se a ideologia não se sobrepusesse à racionalidade económica, 2020 seria um ano em que se deveriam no mínimo iniciar reformas estruturais na justiça, saúde e educação.

José-Miguel Leonardo

José-Miguel Leonardo
CEO da Randstad Portugal

Vai ser o princípio de uma nova década com contenção. A euforia do pós-crise acalmou com os primeiros sinais de retração do mercado, que embora ainda não se reflitam na taxa de desemprego, já começam a fazer parte de previsões de crescimento das economias. Ao mesmo tempo o extremismo e as minorias ganham protagonismo a nível social, exigindo mudanças urgentes na forma como as empresas
e as pessoas atuam. A tecnologia vai continuar a ser protagonista da transformação criando verdadeiras oportunidades desde que as pessoas sejam colocadas no centro da decisão e a ética ganhe uma dimensão inquestionável.

Nuno Rangel

Nuno Rangel
CEO da Rangel Logistics Solutions 
Acredito que as economias americana, europeia e portuguesa vão estar em linha com o crescimento previsto. Mesmo aplicando as políticas económicas adequadas, temos obviamente de estar atentos às guerras comerciais globais, especialmente às políticas dos Estados Unidos da América; ao Brexit e seu impacto na União Europeia; e à desaceleração da economia alemã. 
Para Portugal, para já devemos estar otimistas com um crescimento previsto de 1,7%. Com esse crescimento e a receita, o Governo tem previsto no Orçamento do Estado garantir um excedente de 0,2% do PIB, o primeiro excedente em mais de quatro décadas. O Governo tem ainda a previsão de que a dívida pública portuguesa atinja 116,2% do PIB, o que demonstra a continuada redução da nossa elevada dívida pública, mantendo o importante compromisso de reduzir o endividamento para perto de 100% em 2023. Por outro lado, Portugal nunca esteve tão exposto à economia global, como se encontra no momento; qualquer recessão ou retração a nível mundial afeta de imediato Portugal, devido especialmente ao peso do investimento estrangeiro direto e das exportações no PIB e à nossa ainda elevada dívida pública. Logo é importante e essencial que a economia mundial continue a crescer, para que Portugal possa atingir as previsões para 2020.
Julgo que em 2020, devemos estar especialmente atentos aos Estados Unidos da América, pois pela primeira vez na história da economia norte-americana, começou e acabou uma década sem uma recessão. 
Este ciclo de expansão económica já dura há 126 meses, tornando-se o ciclo de expansão económica mais longo da história, o que podemos denominar de superciclo económico. Em junho de 2020 este superciclo fará 11 anos. É um ano importante para os Estados Unidos porque em novembro de 2020 realizam-se as eleições presidenciais, em que Trump fará de tudo para tentar reeleger-se. Logo é um ano em que devemos estar mais atentos ao que se vai passar no mercado norte-americano, não esquecendo que é o quinto destino das nossas exportações. Na minha opinião a grande incógnita é se 2020 é o último ano deste superciclo, ou se as economias americana e mundial vão conseguir manter esta expansão além de 2020, mesmo que com crescimentos menores do que o visto em ciclos anteriores. 

Manuel Pinheiro

Manuel Pinheiro
Presidente da CVRVV

Esperamos um ano de menor crescimento mas, ainda assim positivo. Estamos focados em gerar valor, mais do que em aumentar volumes vendidos.

Octávio Viana

Octávio Viana
Presidente da ATM

O maior desafio de 2020 é manter a estabilidade dos mercados financeiros perante o Brexit, principalmente se sem acordo.

Pedro Pita Barros

Pedro Pita Barros
Professor catedrático da Nova School of Business and Economics

No plano económico interno, o ano de 2020 tem como principal elemento de incerteza nas políticas públicas a capacidade de o Governo minoritário conseguir levar a cabo políticas sem ceder em excesso a medidas de aumento de despesa como parte do processo negocial no Parlamento. No plano empresarial, é essencial que as empresas portuguesas mantenham uma forte presença no mercado internacional, e não se voltem unicamente para o mercado nacional.

João Miranda

João Miranda
CEO da Frulact

A economia portuguesa irá ser pressionada pela economia global que está em desaceleração e com crescimento anémico generalizado. A pressão social vai intensificar-se, pois a deterioração das estruturas de saúde, educação, segurança social e estruturas de defesa atingiram níveis críticos de obsolescência e degradação. O Estado vai ter de resolver a equação de ter de avançar com investimento público e gerir o endividamento, bem como, numa fase má da economia, ter de encontrar consensos no Parlamento, à direita e à esquerda.

Nuno Galvão Teles

Nuno Galvão Teles
"Managing partner" da Morais Leitão

Olhando para o mundo, é um ano decisivo, de escolhas que afetarão a economia global e a estabilidade dos países - da questão nuclear às guerras comerciais, passando pela evolução dos vários populismos, a incerteza deverá continuar a marcar a vida política e económica.

Já Portugal deverá continuar a crescer, embora com um ritmo lento. Esperamos a continuação do movimento atual de fusões e aquisições, muito marcado pelo investimento estrangeiro, em vários setores. A diversificação energética será também um elemento forte nas operações.

Ilídio de Ayala Serôdio

Ilídio de Ayala Serôdio
Presidente da PCG

Será um ano muito confuso tanto internamente - com o equilíbrio instável do Orçamento e os apoios pontuais necessários para a revitalização das infraestruturas e da saúde - como internacionalmente com o "impeachment" e as eleições americanas, o efeito do Brexit, e a guerra económica e geográfica entre a China e o Ocidente. Mas tenhamos esperança de que o mundo possa sobreviver a todos estes desafios.

António Câmara

António Câmara
"Chairman" do YGroup

2020 vai ser um ano turbulento politicamente devido aos suspeitos do costume. Mas o ano será sobretudo marcado por uma agenda climática com profundas implicações nos hábitos individuais e nas atividades coletivas. As mudanças na alimentação e mobilidade urbana serão significativas, criando novas oportunidades. Em 2020, começará também a ser visível uma revolução na internet com profundas implicações: passaremos a interagir com o mundo real utilizando a realidade aumentada como interface e a inteligência artificial como motor. Tudo passará a ser transacionável em qualquer lugar, e em qualquer momento.

Paulo Moniz Carreira

Paulo Moniz Carreira
Diretor-geral da Servilusa

Por mais investimento em novas tecnologias que façamos, são as pessoas que fazem as empresas
e, por isso, devemos continuar a investir na formação, nas condições de trabalho, na relação com a família e no desenvolvimento de novas soluções tecnológicas, de forma a permitir melhor produtividade e maior rentabilidade.

2020 para a Servilusa vai ser um ano para continuar a crescer de forma sustentada, colhendo os frutos dos sacrifícios dos últimos anos, e prevendo continuar a investir e a gerar valor para as empresas e para a sociedade em Portugal.

Luís Salvaterra

Luís Salvaterra
Diretor da Intrum Portugal

A incerteza quanto às relações geopolíticas entre EUA, China e Europa vai ter um peso determinante no funcionamento das economias de todo o mundo. O evoluir do estado da economia em Portugal vai depender mais de fatores externos, situação política em Espanha, Brexit, etc., do que propriamente da situação interna onde não se prevê grandes alterações em relação ao passado recente.

Paulo Rangel

Paulo Rangel
Deputado europeu

Vai ser marcado pelo Brexit e negociação do acordo comercial. Fator geopolítico mais relevante: eleições presidenciais americanas (Trump fica ou não). Fator geopolítico mais próximo: evolução da situação catalã.

Arménio Carlos

Arménio Carlos
Secretário-geral da CGTP-IN

Um ano de ação e intensa intervenção cívica para tornar possível aquilo que alguns teimam em considerar impossível: a valorização dos trabalhadores e o avanço nos seus direitos individuais e coletivos, para afirmar Portugal como um país desenvolvido e soberano, de progresso e justiça social

Eric van Leuven

Eric van Leuven
Diretor para Portugal da Cushman & Wakefield

Para o imobiliário comercial prevejo um ano de 2020 semelhante aos dois anos anteriores: com muita atividade, impulsionada pela expansão das empresas, nomeadamente de serviços, e pela contínua atração de investidores estrangeiros, de todo o tipo de plumagem, atraídos pela boa fama que Portugal tem conseguido granjear, bem como pelo bom desempenho da economia, pelo mercado forte de ocupação, e pelas taxas de retorno ainda atraentes quando comparadas com outros países da Zona Euro.

José Luís Carneiro

José Luís Carneiro
Secretário-geral adjunto do PS

Por força dos exigentes desafios que se põem à Zona Euro e à economia global, muito particularmente em regiões que têm importantes mercados para as exportações nacionais, o ano de 2020 exige um esforço acrescido ao país para dar continuidade ao crescimento económico, alicerçado nas exportações e no investimento, à consolidação orçamental e à redução da dívida pública.

Estes objetivos deverão estar enquadrados nos grandes desafios estratégicos do país, entre os quais o combate às desigualdades, as alterações climáticas, a demografia e a erradicação da pobreza. Neste quadro exigente, a estabilidade política é um valor essencial.

Pedro Braz Teixeira

Pedro Braz Teixeira
Presidente do Fórum para a Competitividade

A campanha presidencial nos EUA deverá ganhar proeminência, pela escolha entre a imprevisibilidade atual e mudanças significativas neste país que poderão contagiar o resto do mundo. Com um novo Presidente, não só poderá ter lugar um maior intervencionismo orçamental, como poderão ocorrer alterações estruturais na tributação, a que a generalidade das economias avançadas não poderá ficar indiferente, pela forte competição fiscal internacional que se vive.

Filipe Moura

Filipe Moura
CEO da IfthenPay

Prevejo que 2020 seja um ano de clarificação de muitos fatores que têm trazido incerteza e instabilidade económica. Por um lado, na Europa, e em resultado das últimas eleições no Reino Unido, a questão do Brexit poderá finalmente definir-se e seguir o seu rumo; por outro lado, no mundo, o acordo comercial EUA-China poderá também finalmente clarificar-se. A questão do "impeachment" de Trump poderá ser um fator destabilizador interno nos EUA, mas em termos internacionais, penso que não deverá prejudicar as relações internacionais... talvez até seja um fator benéfico. Claro que o impacto desta clarificação poderá ser mais positivo ou negativo, consoante os acordos finais que se alcancem... mas pelo menos a sua resolução diminuirá a incerteza, o que será sempre positivo. Em Portugal, o espetro da instabilidade política estará sempre no horizonte, mas penso que não será ainda em 2020 que os partidos da oposição forcem a rutura. As consequências do Brexit também muito provavelmente não se farão sentir em força ainda em 2020... fruto dos acordos de transição que provavelmente se alcançarão. Em suma, 2020 deverá ser um ano de muitas decisões, que terão bastante impacto nos anos posteriores, mas que trarão aos políticos e aos mercados uma visão mais clara do futuro.

Miguel Barreto

Miguel Barreto
CEO da Gesto Energia

A economia mundial continuará a viver tempos incertos devido ao crescente protecionismo impulsionado pelos EUA e à volatilidade nos mercados energéticos depois do IPO da Saudi Aramco. Na Europa, o real impacto do Brexit é incerto mas a clarificação deverá ajudar a restaurar a confiança e o investimento assente em juros historicamente baixos. Em Portugal, apesar da incerteza e de algum arrefecimento julgo que beneficiaremos de uma "performance" europeia acima do esperado.

Francisco Toscano Rico

Francisco Toscano Rico
Presidente da direção da CVR Lisboa

Os sinais de abrandamento da economia europeia, a crescente instabilidade geopolítica em países terceiros e o Brexit colocam desafios adicionais na manutenção das taxas de crescimento das vendas dos vinhos de Lisboa.

Eduardo Vítor Rodrigues

Eduardo Vítor Rodrigues
Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia

Como um ano de novos desafios e novas oportunidades, resultantes do Brexit e dos seus impactos, mas também de um novo contexto político em Portugal.

Paulo Pimenta

Paulo Pimenta
CEO da Paginadotcom

2020 vai ser um ano de forte crescimento para o nosso setor do e-commerce. Em relação à economia nacional deve haver um maior controlo da despesa do Estado e uma baixa da carga fiscal, para tornar Portugal num país competitivo.

Luís Cortes Martins

Luís Cortes Martins
"Managing partner" da SLCM - Serra Lopes, Cortes Martins & Associados - Sociedade de Advogados

O ano de 2020 vai ser marcado pelas tensões geopolíticas, pela consumação do Brexit (cujo resultado e processo ninguém sabe prever ao certo), pelas eleições americanas, pelo acentuar das pressões de desagregação nalguns países da União Europeia e pela situação política em Espanha, nosso maior parceiro comercial. Como economia aberta que somos, Portugal estará sempre exposto a estas incertezas. No plano interno a grande questão será saber como resiste o Governo minoritário a ser testado já na discussão do Orçamento. Com o aparente distanciamento da esquerda e com o PSD em campanha eleitoral não é fácil prever um ano de estabilidade política e social. Na economia não será difícil prever uma estabilização nos setores do turismo e imobiliário com a diminuição de alguma dinâmica de mercado. Existem também questão conhecidas por resolver no sistema financeiro. Estou prudente, mas sempre com a esperança de que o ano novo nos surpreenda positivamente.

Franquelim Alves

Franquelim Alves
Consultor

Novos paradigmas das relações geopolíticas e novas realidades políticas continuarão a desenvolver-se induzindo incerteza mas, ao mesmo tempo, novas possibilidades de transformação favorável do status económico mundial.

Carlos Marinheiro

Carlos Marinheiro
Vogal do Conselho das Finanças Públicas

Em 2020 será determinante o impacto das tensões comerciais nas exportações europeias, sobretudo da Alemanha e, por essa via, também de Portugal, que para lá exporta sobretudo bens intermédios. Quanto mais desfavorável for esse impacto pior será para o crescimento económico na Europa e em Portugal. Internamente, ao nível orçamental as pressões sobre a despesa pública com a função pública, a saúde e em investimento obrigarão o Ministério das Finanças a uma gestão muito cuidadosa para cumprir os objetivos definidos para o saldo.

Sandro Mendonça

Sandro Mendonça
Economista

Estaremos a entrar nos "tensos" anos 20 do século XXI? Os primeiros 20 anos foram divisivos DENTRO dos países (desigualdade). Estes podem ser anos divisivos ENTRE países (rivalidade). Assim se separa o Reino Unido da UE, mas talvez também os EUA, afastando-se mais da Europa, e o Ocidente dessincronizando do Oriente. Vai ser a década mais geopolítica e geoeconómica do século até agora.

Diogo Xavier da Cunha

Diogo Xavier da Cunha
"Managing partner" da Miranda

2020 não deverá trazer nada de muito diferente no panorama internacional. A questão do Brexit vai clarificar-se e não espero que daí venha mais instabilidade para a UE. Há alguma expectativa relativamente ao posicionamento do Presidente dos EUA à medida que se aproximam as próximas eleições. Em Portugal a riqueza gerada pelo setor privado continuará a sofrer a pressão da carga fiscal para satisfazer a pressão de mais despesa pública. Não será ainda em 2020 que haverá um espírito reformista no país em benefício da economia.

Carlos Loureiro

Carlos Loureiro
"Chairman" da Deloitte

O Governo aposta numa "evolução na continuidade", mas o contexto económico global está em mudança, com nuvens a acumularem-se no horizonte, em termos de evolução da economia dos países que são os nossos maiores parceiros comerciais e com incertezas e ameaças geopolíticas relevantes. Este contexto terá necessariamente reflexo na economia portuguesa, ela própria também com ameaças, nomeadamente em termos de contestação social, que podem pôr em causa os objetivos económico-financeiros definidos.

Luís Aranha

Luís Aranha
CEO da Mike Davis

As dificuldades para os portugueses continuarão a aumentar porque não se altera o nível de rendimento médio das famílias? Os impostos continuam a subir e os preços dos bens essenciais também. As empresas, principalmente as PME, continuam com dificuldades em financiar a sua atividade e crescimento , porque a crise na banca irá acentuar-se, e não existe um mercado de capitais adequado. No caso do setor do retalho de vestuário, as condições para as empresas serão mais difíceis: pressão sobre os preços por via da presença crescente das grandes cadeias "low-cost" tipo Primark, rendas excessivas por parte dos proprietários confortados com o "leverage" proporcionado pela presença das grandes cadeias que preenchem grande parte do espaço, aumento do custo da mão de obra , carga fiscal excessiva...

Vítor Escária

Vítor Escária
Professor do ISEG - Universidade de Lisboa

2020 encerra ainda um conjunto de incertezas que condicionarão a evolução do enquadramento global. Os sinais são no entanto de algum alívio. A maioria absoluta nas eleições no Reino Unido deverá permitir concluir a saída e lançar o processo de negociação da relação futura. Também as disputas comerciais entre a China e os EUA aparentemente poderão terminar num qualquer acordo. Há assim espaço para desenvolvimentos positivos.

Miguel Velez

Miguel Velez
CEO da Unlock Boutique Hotels

Ano com desafios muito sérios se as orientações não forem em prol do desenvolvimento económico. É crítico que as empresas se ajustem aos tempos mas também que as políticas do Estado privilegiem a criação de riqueza e emprego tendo por base a "performance", o mérito, a qualidade e o desenvolvimento das pessoas. Num país todos têm de remar no mesmo sentido e a ênfase é que TODOS TÊM de remar, só uns não chega.

António Miguel Ferreira

António Miguel Ferreira
CEO Claranet Portugal

O início de uma nova década tem um efeito psicológico não negligenciável, que nos predispõe a iniciar algum tipo de mudança. Os últimos anos foram vividos com o espectro do retrocesso nas relações económicas e políticas a nível mundial, assim como do regresso da recessão. Vejo 2020 como uma oportunidade para deixarmos esses receios e nos focarmos nas soluções que a evolução tecnológica nos traz, para construirmos um mundo e uma sociedade melhores.

Francisco Calheiros

Francisco Calheiros
Presidente da Confederação do Turismo de Portugal

No plano internacional, vejo 2020 como um ano marcado pelo Brexit, pelas eleições norte-americanas e pelas relações geopolíticas entre os EUA, Rússia, China e Médio Oriente, que poderão provocar instabilidade nos mercados e na economia global. As questões ambientais continuarão na agenda, mas espero que com resultados mais visíveis. No plano interno, quero acreditar que este será o ano do aeroporto do Montijo, com as obras a decorrer em pleno. Infelizmente, continuo a não ver, para 2020, a adoção de medidas concretas e eficazes para combater o desafio da demografia.

Luís Sottomayor

Luís Sottomayor
"Community manager" da Talent Portugal

Prevejo para 2020 imprevisibilidade dos mercados, com aumento do protecionismo e impacto negativo na Europa da incerteza do Brexit e da possível recessão na Alemanha, que terá efeitos também em Portugal. Em Portugal, o Governo terá mais dificuldade em gerir os equilíbrios parlamentares e os fatores externos farão arrefecer a economia.

Manuel Reis Campos

Manuel Reis Campos
Presidente da CPCI/AICCOPN

Em 2020, tanto Portugal como a própria Europa estão a iniciar um novo ciclo económico e político, em que é necessário conciliar soluções efetivas perante uma conjuntura marcada pela desaceleração do crescimento, com os grandes desafios da sustentabilidade. O "European New Deal" é a resposta que assenta, em grande medida, no reforço do investimento e no papel da construção e no imobiliário. Portugal não pode ficar à margem e as empresas do setor vão ser decisivas neste reforço coletivo.

António Saraiva

António Saraiva
Presidente da CIP

Os recentes sinais de apaziguamento nas tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China são frágeis e não estamos livres de que a Administração norte-americana abra novas
frentes da guerra comercial, focando-se na União Europeia.

Continuaremos, pois, sob a ameaça do protecionismo e de decisões políticas imprevisíveis, que escapam ao nosso controlo. A Alemanha terá escapado à entrada em recessão técnica, mas a sua economia permanece fraca e vulnerável.

A atividade permanece mais dinâmica na generalidade das economias europeias periféricas, mas já é nítido o impacto da conjuntura externa mais adversa em muitos destes países. Neste contexto, a modesta recuperação esperada para o próximo ano deu lugar, agora, à afirmação de que a economia europeia entrou num período prolongado de crescimento reduzido. No plano interno, as empresas enfrentarão o problema crescente da escassez de recursos humanos qualificados e um enquadramento pouco propício ao investimento e à competitividade, seja ao nível da fiscalidade, seja nas dificuldades de acesso ao financiamento, seja, ainda, ao nível de um ambiente de negócios no qual os custos de contexto continuam a ter um peso excessivo.

Sérgio Pereira

Sérgio Pereira
Diretor-geral da Kapten Portugal

2020 será um ano de equilíbrio e gestão para a maioria das empresas e países. Prevejo um aumento da procura da rentabilidade em todos os setores, com consequências diretas no aumento do desemprego. Em paralelo, e por consequência das políticas monetárias passadas, teremos um aumento da inflação, um mal menor a longo prazo dado ser a única solução possível a nível global para a redução da dívida pública que é, neste momento, insustentável.

Eugénio José da Cruz Fonseca

Eugénio José da Cruz Fonseca
Presidente da Cáritas Portuguesa

Será um ano com alguma instabilidade política e reposicionamento económico fase à saída da Inglaterra da União Europeia. Haverá maior agitação laboral, devido aos baixos salários que se praticam no nosso país e a necessidade da afirmação de alguns partidos que se encontram na oposição. A preparação para a presidência de Portugal na UE pode reforçar a nossa posição na Zona Euro e desenvolver apoios às pequenas e médias empresas. Pode também ser uma oportunidade para incrementar com maior dinamismo as exportações. Por fim, haverá uma sobrecarga indireta dos impostos que agravará os orçamentos das famílias mais vulneráveis.

Bernardino Meireles

Bernardino Meireles
Presidente da António Meireles

Em finais de 2019 existia um claro abrandamento da economia mundial pela expectativa da inexistência de um acordo comercial EUA-China, pela saída da Inglaterra da União Europeia precipitada sem nenhum acordo e na Europa temia-se uma recessão económica na Alemanha. Felizmente a percetiva para 2020 começa a desanuviar porque existem progressos no acordo comercial EUA-China, o Brexit vai ter uma saída organizada e a Alemanha escapou por pouco a uma recessão económica. Para que este cenário seja mais otimista para as empresas portuguesas era importante que a economia espanhola crescesse acima do esperado em 2020.

Bruno Morais

Bruno Morais
"Country manager" da Oracle Portugal

2020 será certamente um ano desafiante, mas também com importantes oportunidades, em especial na área do digital. A Oracle espera um reforço de investimento nesta área, que irá permitir às empresas aumentarem a sua competitividade, inovação e rentabilidade. Esperamos também uma maior adoção das TI (tecnologias de informação) pelo setor público, dado que o Governo selecionou esta área como uma prioridade. Esperamos que as cativações não sejam um bloqueador dessa evolução e que 2020 traga mais e melhores serviços digitais ao cidadão.

Pedro Barros Rolo

Pedro Barros Rolo
Partner da Invest&Co

A nível nacional, o Orçamento do Estado apresentado para 2020 foi uma profunda desilusão. Pretender superavit orçamental e em simultâneo aumentar os impostos, muito concretamente no imobiliário, que é a minha área de atividade, é uma opção que não faz qualquer sentido e é desprovida de qualquer ambição de crescimento. A nível externo, o que vai acontecer nos/aos Estados Unidos - "impeachment" (?) de Donald Trump -, o Brexit e a (in)estabilidade política do Médio Oriente poderão marcar positiva ou negativamente o ano de 2020. Esperemos que positivamente...

Carlos Barbot

Carlos Barbot
Presidente das Tintas Barbot

A Zona Euro com problemas do Brexit que se podem alastrar a outros países ou regiões como, por exemplo, a Escócia, a Catalunha, o Norte de Itália. Eleição nos EUA e caso Trump ganhe pode haver um aumento de poderes do Presidente, o que não me parece positivo. Mais do mesmo no combate à poluição (mares e ar); mais do mesmo no investimento público. Muito interessante seguir as eleições legislativas em Hong Kong e saber se o fenómeno não é replicado noutras regiões da China.

Paula Casa Nova

Paula Casa Nova
CEO da Europ Assistance Portugal

No próximo ano, em termos globais, acredito que o tema da emergência climática continuará na ordem do dia, com a União Europeia a dar os primeiros passos concretos no seu ambicioso "Green Deal". As alterações do clima e os seus impactos na vida do dia a dia implicam também o setor segurador, que tem procurado soluções para lidar com o tema. A sustentabilidade é outro dos principais desafios do setor segurador.

Na Europ Assistance, a sustentabilidade é já um compromisso claramente assumido sob a forma de prioridade estratégica. O nosso universo de colaboradores, nas suas diferentes esferas de atuação, está envolvido neste processo, através da integração de um conjunto de boas práticas que convergem no sentido de um futuro mais sustentável.

O consumidor continuará a ser o centro das atenções, ao qual o setor terá de continuar a apresentar soluções inovadoras e diferenciadoras que respondam às suas reais necessidades, a preços competitivos, com um serviço rápido, eficaz e de elevada qualidade. A digitalização põe também desafios a todos os setores, e o dos seguros não foge à regra. A Europ Assistance vai continuar a apostar numa forte componente tecnológica e digital para melhorar os processos, aumentando a qualidade, rapidez e eficiência do serviço ao cliente.

Helder Pedro

Helder Pedro
Secretário geral da ACAP

Antes de mais, consideramos que a estabilidade política é importante. Deste modo, e tendo em Portugal um Governo que não tem maioria no Parlamento, é importante que essa situação não contribua para criar instabilidade política e social no país, cabendo ao Governo a procura de soluções para que tal não se verifique. O setor do mercado automóvel irá, em nossa opinião, ter um comportamento semelhante ao de 2019, pelo que não se prevê que existam aqui alterações significativas. A proposta de Orçamento do Estado para 2020 continua a manter a pesada carga fiscal sobre o automóvel, quer no momento da compra quer na circulação.

A nível internacional, prevejo que iremos assistir a um quadro de instabilidade, desde logo a nível europeu, com a efetivação do Brexit. Não é, ainda, possível saber quais irão ser as consequências para a indústria automóvel mas, certamente, que iremos ter um impacto no nosso setor se consideramos que uma parte da produção automóvel da Europa continental se destina ao Reino Unido e que mais de 50% da produção deste país se destina aos outros países da União Europeia. A nível internacional, o conflito comercial entre os Estados Unidos e a China irá continuar a dominar a economia mundial.

Rafael Campos Pereira

Rafael Campos Pereira
Vice-presidente executivo da AIMMAP

Em termos globais, o ano de 2020 vai ser marcado por tensões sociais e uma forte instabilidade nas sociedades mais evoluídas, manipuladas essencialmente por movimentos inorgânicos da esquerda radical e populista.

Por outro lado, após mais de uma década de crescimento da economia mundial, perspetiva-se uma inversão de ciclo em algumas economias importantes com as quais Portugal interage de forma muito próxima. Em Portugal, é previsível que os serviços públicos continuem a deteriorar-se e que uma carga fiscal desmesurada se mantenha como o principal obstáculo a um crescimento consistente.

Vítor Domingues dos Santos

Vítor Domingues dos Santos
Presidente do conselho de administração do Metropolitano de Lisboa

Dar continuidade ao projeto de expansão e modernização da rede, bem como à recuperação do investimento em material circulante. Reforçar a promoção da sustentabilidade ambiental, energética e económico financeira promovendo a mobilidade sustentável urbana através da utilização do transporte público, em modo metro, continuando a adequar a oferta à procura. Aumentar a regularidade e fiabilidade do serviço prestado, inovando os sistemas de informação ao cliente e melhorando as acessibilidades em toda a rede.

Paulo Cunha

Paulo Cunha
Presidente da Câmara de Vila Nova de Famalicão

Como um desafio para cidadãos, empresas e instituições públicas. Um desafio para o mundo, para a Europa e para Portugal. Vamos iniciar uma nova década com a responsabilidade individual e coletiva de assegurar o melhor presente para todos nós, mas também o melhor futuro para as gerações vindouras. Com grandes encruzilhadas para resolver, exemplos, entre muitos, da crise dos imigrantes, da expansão dos populismos e do Brexit, vêm aí tempos de grande responsabilidade.

Paula Carvalho

Paula Carvalho
Economista-chefe do BPI

A nível internacional, 2020 será dominado pelos mesmos fatores de ordem política que marcaram o ano que agora termina, desde o processo do Brexit, até às guerras comerciais e à tendência de aumento do protecionismo e recuo na globalização. Adicionalmente, as eleições presidenciais nos EUA, em novembro vão certamente constituir mais um fator condicionante. Em termos financeiros, as taxas de juro e os custos de financiamento deverão manter-se muito baixos, apoiados numa postura de "wait and see" e suporte ao crescimento pelos principais bancos centrais, Fed e BCE. Portugal deverá crescer um pouco menos do que em 2019 (esperamos 1,7%), mas será um crescimento mais equilibrado, suportado pela robustez do mercado de trabalho, confiança das famílias e das empresas. Os riscos são sobretudo de natureza externa, mas atualmente afiguram-se mais equilibrados. Pelo que o ano poderá mesmo surpreender favoravelmente.

Arlindo Costa Leite

Arlindo Costa Leite
Presidente da Vicaima

A nível económico poderá ser o ano de alívio de tensões protecionistas, com real e positivo impacto a nível global. Economias abertas desenvolvem vantagens competitivas.

A economia portuguesa terá de continuar a impulsionar a indústria 4.0 para assim potenciar a produtividade e mitigar a disponibilidade do fator trabalho. Tal será tanto mais importante quanto mais próximos estivermos do pico do clique económico, o que parece ser o caso.

Gabriela Figueiredo Dias

Gabriela Figueiredo Dias
Presidente da CMVM

Um marco, pelo Brexit, a nova Comissão Europeia e o relançamento da União do Mercado de Capitais. Uma vertigem, pela situação desafiante dos mercados e da economia mundial, a braços com relevantes desequilíbrios ambientais, demográficos e financeiros e o risco acrescido de novas crises financeiras que deles resulta. E uma viragem, porque chegamos a 2020 confrontados com a responsabilidade de sermos donos do futuro, comprometendo-nos com os valores da ética, da justiça e da sustentabilidade dos mercados, da economia e da sociedade. É neste contexto, que coloca exigências acrescidas à supervisão financeira, que planeámos a nossa atividade em 2020, focados na defesa do investidor e na recuperação da sua confiança no funcionamento de um mercado de capitais que seja crescentemente uma alternativa para a poupança e o financiamento das famílias e das empresas.

Ricardo Henriques

Ricardo Henriques
CEO da Agrikolage

O ano de 2020 será de desaceleramento económico mundial, com o aumento de barreiras comerciais e tensões geopolíticas, nomeadamente EUA-China. A economia colaborativa continuará em forte crescimento, com as empresas de referência desta área a darem sinais de que se poderão tornar sustentáveis, apoiando, inclusive, na redução dos efeitos nefastos das alterações climáticas. Em Portugal, o turismo continuará a ser o motor de crescimento económico, que deveria ser acompanhado por novas políticas fiscais menos penalizadoras para as empresas e para as famílias.

Paulo Câmara

Paulo Câmara
"Managing partner" da Sérvulo

O próximo ano decorrerá sob o signo do novo propósito. Por um lado, 2020 iniciará um novo ciclo legislativo nacional e europeu, pelo que são esperadas revisões legislativas na área dos direitos dos acionistas de sociedades cotadas, dos fundos de pensões, dos prospetos, da reestruturação preventiva e perdão de dívidas, sendo todos estes temas em transposição do regime europeu. Será, igualmente, o ano a marcar
a entrada em vigor das alterações ao Código de Processo Civil, do novo regime das fundações e dos fundos de investimento e da regulamentação da contribuição adicional por rotatividade excessiva, em penalização da contratação a termo.

Por outro lado, na área do "corporate governance", 2020 consagrará provavelmente um apoio mundial ao Manifesto da Business Roundtable em torno do propósito societário, no sentido de uma governação alinhada com todos os "stakeholders".

Ana Trigo Morais

Ana Trigo Morais
CEO da Sociedade Ponto Verde

2020 trará a agenda da Sustentabilidade e Ambiente para todos os negócios, políticas e cidadãos. Vamos caminhar mais aceleradamente para a Economia Circular, para a Neutralidade Carbónica e para a Inovação na cadeia de valor da Reciclagem. Há, ainda, muitas oportunidades de reindustrialização Verde, precisamos de mais Ciência, mais tecnologia e mais investimento na Economia Verde. E o "Green Deal" europeu poderá vir a ser um elemento de transformação determinante neste caminho. Aguardemos!

Ana Miranda

Ana Miranda
Presidente da Arte Institute

O "generation gap" entre gerações vai acentuar-se se as mais novas continuarem a culpar as mais velhas pelo seu insucesso na proteção do futuro do planeta e da proteção da humanidade e as mais velhas não tomarem medidas mais drásticas nesse sentido.

A política dos Estados Unidos será uma força de bloqueio ou avanço, dependendo de como os democratas serão "avaliados" por terem avançado com o "impeachment" e poderemos ter mais um mandato de Trump. Se esse for o caso, as guerras comerciais continuarão a ser um tópico quente e a imprevisibilidade da Casa Branca continuará mundialmente a pôr em causa os EUA como um aliado confiável. A questão do gás entre a Alemanha e Rússia, poderá contribuir como mais um impacto disruptivo entre EUA e Europa.

Ano após ano, o mundo precisa de mais empatia, entendimento entre as várias nações, esperança e líderes que promovam a união e o fim de radicalismos.

António de Sousa Pereira

António de Sousa Pereira
Reitor da Universidade do Porto

Vejo 2020 como um ano propenso à instabilidade política e social. Desde logo, porque o Governo não firmou um acordo parlamentar com os partidos à sua esquerda, e à direita tem dois partidos, PSD e CDS, em processo de afirmação das respetivas lideranças. Por outro lado, a necessidade de prosseguir a consolidação orçamental (o que exige contenção na despesa pública) vai continuar a gerar descontentamento social, designadamente em setores muito reivindicativos, como a saúde, a educação e os transportes.

Pedro Tinoco Fraga

Pedro Tinoco Fraga
CEO da F3M - Information Systems

De forma moderadamente positiva em Portugal, embora tenha havido uma enorme precipitação do Governo ao imiscuir-se nos salários do setor privado. Este não é, de todo, o papel do Governo, e mais estranho se torna quando aos "seus funcionários" propõe aumentos cerca de 10 vezes mais baixos do que os que sugere ao setor privado (o próprio nome deveria ser inibidor de sugestões de salários...).

Em termos globais, Brasil e EUA são bombas-relógio e a deriva conservadora e ultraliberal que percorre a América Latina e o Leste da Europa são motivos de séria preocupação. Há ainda as incertezas provocadas pelas novas lideranças ao nível do FMI, BCE e CE.

Fernando Alexandre

Fernando Alexandre
Professor da Universidade do Minho

Depois de décadas de crescimento da economia e do comércio mundial, nos últimos anos acumularam-se tensões comerciais e nacionalistas. A guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, o Brexit, as ameaças renovadas da Escócia em abandonar o Reino Unido e da Catalunha em abandonar a Espanha ou o fortalecimento dos nacionalismos no Leste europeu ameaçam pôr fim a uma era em que dominou o sistema capitalista globalizado. A evolução naqueles conflitos, explícitos ou latentes, irá marcar o desempenho da economia mundial, da economia europeia e, obviamente, da economia portuguesa em 2020.

Miguel Matos

Miguel Matos
Diretor-geral da Tabaqueira

A Tabaqueira vai aumentar as exportações de forma significativa, e consolidar-se como um dos maiores exportadores portugueses. A sustentabilidade é a prioridade e faremos tudo para alcançar uma rápida substituição dos cigarros por alternativas sem combustão, como o tabaco aquecido.

A evidência científica independente confirma de forma inequívoca que se trata de opções muito melhores para os fumadores. Os media serão fundamentais para trazer para o debate os factos e as diferentes perspetivas.

João Moreira Rato

João Moreira Rato
Consultor

2020 vai ser um ano de eleições nos Estados Unidos. A administração Trump tem todo o interesse em não desestabilizar os mercados financeiros. Por outro lado, a economia americana está cada vez mais próxima do pleno emprego e continua a crescer acima do potencial graças a um crescimento do consumo sustentado em boa parte pelo aumento dos salários. Esses aumentos de salários têm sido suportados pelas empresas sem efeito nos preços, travando o impacto na inflação. Por quanto tempo isso será possível e a inflação continuará contida? Sem inflação, a Fed não sobe taxas de juro, sendo mesmo possível que a Fed seja forçada a cortar taxas em caso de correções nos mercados acionistas. Neste caso o mercado acionista pode estar por agora relativamente protegido pelo célebre Fed put. Se a inflação não voltar claro. A "performance" da economia chinesa continuará a condicionar o crescimento no resto do mundo com especial impacto nas economias emergentes. Na China, a política monetária e a fiscal podem tentar contrariar o ciclo mas já têm menos força para contrariar a travagem devida à reorganização do comércio global e a diminuição da capacidade de aumento do crédito interno. A questão que se põe é até quando os mercados acionistas americanos e o imobiliário na Europa continuarão, sob a influência de uma política monetária acomodatícia, a subir sem que os fundamentais o justifiquem?

Adrian Bridge

Adrian Bridge
CEO da The Fladgate Partnership

Normalmente, novas décadas começam com um sentimento de otimismo, mas há uma grande instabilidade a nível social e uma real falta de liderança política. O facto de as pessoas não sentirem que estão a ser ouvidas é uma grande preocupação. Causa mudanças políticas a curto prazo e reações populistas. Temos alguns problemas sérios para resolver (como as mudanças climáticas), mas isso requer honestidade, trabalho duro e sacrifício.

Enfrentamos o grande desafio de as pessoas esperarem receber mais fazendo menos, o que prejudica o sistema económico de base. Não há negócios fáceis e ganhar dinheiro é difícil.

Os governos, particularmente na Europa Ocidental, esperam que as empresas carreguem mais a carga de apoio social e as estruturas regulatórias pesadas que elas impõem. Os custos estão a subir rapidamente, as margens estão a ser espremidas e os altos impostos (em Portugal) esmagam o incentivo para assumir riscos.

2020 é um ano de transição que podemos esperar passar sem grande instabilidade. Mas a esperança não é uma estratégia. Precisamos de honestidade política, clareza de propósito e trabalho duro. Essas ferramentas trazem prosperidade.

Francisco Marques da Silva

Francisco Marques da Silva
CEO da CLIP

Muita incerteza ao nível dos grandes blocos geoestratégicos: China, EUA e Europa; nomeadamente nos acordos comerciais que podem condicionar a evolução da economia da Zona Euro. Tendência de abrandamento da economia alemã que condicionará a evolução da economia europeia.

A nível nacional, a falta de acordo prévio dos partidos que suportaram o último governo pode gerar uma crise política e debilitar a posição do Governo para a execução de reformas estruturais, proporcionando o aumento da despesa do OE (cedência a grupos de pressão). Será o investimento privado a estimular a economia.

Jorge Pavão de Sousa

Jorge Pavão de Sousa
"Managing director" da Eleven Sports Portugal

2020 será o ano da convergência de meios: linear, social e digital. Os desafios associados à privacidade de dados pessoais, sustentabilidade dos modelos de negócio e gestão do talento na era digital vão acentuar os desafios da disrupção tecnológica e da conveniência de acesso aos serviços e produtos que adicionam valor e relevância no dia a dia.

A Eleven Sports procurará manter-se na linha da frente da inovação com os melhores produtos e formatos.

Em 2019 introduzimos o serviço "watch together" e efetuámos a primeira emissão desportiva em "pay-per-view". Em 2020, vamos continuar a inovar e a surpreender.

João Borges de Assunção

João Borges de Assunção
Professor da Universidade Católica

Os acontecimentos geopolíticos internacionais devem continuar a marcar a evolução da economia mundial. Três eventos parecem ser particularmente significativos: i) a saída formal do Reino Unido da União Europeia no final de janeiro e as suas consequências internas e externas; ii) a continuação do bloqueio político em Espanha, também com consequências internas imprevisíveis; e iii) o resultado das eleições presidenciais americanas de novembro que podem prolongar ou não a atual administração.

As perspetivas para 2020 resultam de um inquérito realizado pelo Negócios há 11 anos e no qual os líderes são questionados sobre as perspetivas económicas, os principais riscos e as prioridades para a sua atividade. 

Pode ver o resultado do inquérito nos gráficos que se seguem:

Previsões são cumpridas por EUA

Previsões são cumpridas por EUA
Tal como em 2019, os líderes questionados pelo Negócios antecipam que os Estados Unidos da América vão cumprir as previsões de crescimento.

Zona Euro também cumpre

Zona Euro também cumpre
Os líderes nacionais acreditam que a Zona Euro vai conseguir manter-se na linha verde do crescimento e a maioria aponta que ficará em linha com as projeções.

20% não acreditam em crescimento

20% não acreditam em crescimento
Perto de 20% dos inquiridos acreditam que Portugal ficará aquém de um crescimento económico de 1,7%. Ainda assim, a maioria acredita que ficará em linha.

Instabilidade geopolítica e protecionismos preocupam líderes

Instabilidade geopolítica e protecionismos preocupam líderes
Para 2020, os líderes antecipam como principais preocupações a instabilidade geopolítica, bem como o protecionismo e encerramento de fronteiras, que era já um risco apontado para o ano que agora terminou. Há um ano, no entanto, o principal risco referido foi a instabilidade financeira e dos mercados.

Economia é a preocupação principal dos líderes para Portugal

Economia é a preocupação principal dos líderes para Portugal
Deterioração da economia é o principal risco para 2020. Um terço das respostas aponta essa como a preocupação dominante para Portugal. Há um ano o principal risco apontado foi a instabilidade social, que este ano surge em segundo lugar. A instabilidade geopolítica e as contas públicas são outros dos riscos mais relevantes.

Líderes acreditam que governo fará acordos pontuais no parlamento

Líderes acreditam que governo fará acordos pontuais no parlamento
Os líderes nacionais acreditam que o Governo privilegiará em 2020 acordos pontuais no Parlamento. Olhar mais para a esquerda no hemiciclo para conseguir governar é, ainda assim, a solução mais projetada pelos inquiridos. Mas há, no entanto, quem antecipe já para 2020 a queda do segundo Governo de António Costa.

Líderes continuam a olhar para a rentabilidade

Líderes continuam a olhar para a rentabilidade
Aumentar a margem do negócio é a principal prioridade dos líderes questionados pelo Negócios para 2020. É, aliás, uma resposta que se mantém ao longo dos tempos. Já para 2019 foi assinalada como prioridade, terminando com a hegemonia que foi, até então, dada ao aumento das vendas para o exterior.

Investir em tecnologia é o novo desígnio para aumentar produtividade

Investir em tecnologia é o novo desígnio para aumentar produtividade
Se até 2019 a reorganização dos procedimentos e processos era a medida mais referida como sendo a necessária para aumentar a produtividade, para 2020 os líderes escolheram um novo desígnio: investir em tecnologia. É através desses investimentos que consideram poder garantir maior produtividade. É a nova era tecnológica.

Poucos acreditavam que Portugal conseguia superar o crescimento previsto

Poucos acreditavam que Portugal conseguia superar o crescimento previsto
Há um ano, para 2019, as projeções apontavam para um crescimento nacional de 1,9%. Neste momento, esta é a estimativa do Governo, mas a Comissão Europeia avança com uma estimativa de 2%. Assim, a média da Comissão Europeia e FMI para 2019 ainda antecipa que Portugal tenha fechado 2019 com um crescimento de 2%, acima das previsões. Há um ano 60% dos líderes acreditavam que Portugal ficaria em linha com as projeções.

Zona Euro esteve pior e quase metade dos líderes acertou

Zona Euro esteve pior e quase metade dos líderes acertou
Um pouco menos de metade (41,27%) dos líderes questionados em 2019 antecipava para o ano que terminou um crescimento na Zona Euro abaixo do previsto. E acertaram. A Zona Euro deverá ter crescido menos do que as projeções iniciais antecipavam. Há um ano 56% ainda apontavam para um crescimento em linha com o previsto para o bloco dos países unidos por uma moeda única.

Líderes anteciparam crescimento em linha, mas Trump não conseguiu chegar ao valor

Líderes anteciparam crescimento em linha, mas Trump não conseguiu chegar ao valor
As projeções apontavam, há um ano, para um crescimento dos Estados Unidos da América em 2,6% em 2019. As últimas estimativas dão uma subida do PIB de 2,4%. Embora perto será abaixo da projeção. A maioria acreditava que Trump conseguiria chegar aos 2,6%. Isto no ano em que até se antecipou uma recessão nos próximos tempos para os Estados Unidos da América.
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