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Construção só representa 8% das despesas do Orçamento de Estado

A AECOPS rejeita a ideia corrente da «política de betão» que é atribuída ao sector e ao modelo recente de desenvolvimento económico do País, revelando que o sector absorve apenas 8% do total das despesas inscritas no Orçamentos de Estado e ressalvando que

Nuno Miguel Silva nmsilva@mediafin.pt 21 de Setembro de 2005 às 16:01
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A AECOPS rejeita a ideia corrente da «política de betão» que é atribuída ao sector e ao modelo recente de desenvolvimento económico do País, revelando que o sector absorve apenas 8% do total das despesas inscritas no Orçamentos de Estado e ressalvando que se tratam de despesas de investimento e não de despesas correntes, que representam a restante dotação orçamental portuguesa.

O presidente, Joaquim Carlos Fortunato, assegurou hoje que «ao contrário do que pensa a (..) opinião pública (?) o investimento em construção em Portugal é significativamente mais baixo do que na generalidade dos países europeus, não obstante ser indesmentível que o nível de dotação global de infra-estruturas é francamente inferior no nosso País».

A AECOPS sublinha também que estão erradas as ideias de que o estado necessita de investir mais dinheiro na Educação e na Formação, desinvestindo da construção.

«As despesas do Estado com a Educação e a formação cresceram muito significativamente, de tal modo que, em percentagem do PIB, Portugal está entre os países da OCDE que mais recursos públicos afecta a esta área. Está a gastar-se muito dinheiro com a educação e a formação. Mas muito mal. São tantos e tão conhecidos os exemplo de desperdício que era necessário reunir uma outra conferência de imprensa para os ilustrar», acusou Joaquim Carlos Fortunato.

O presidente do ITIC, Fernando Paes Afonso prosseguiu nesta linha, destacando que o facto de a parcela de despesas correntes ter passado de 38,4% do PIB, em 1990, para 44,8% em 2005, e chamou a atenção para o problema dos «défices gémeos»: além do défice público, há a questão do défice externo, que se continua a agravar.

Fernando Pães Afonso observou que o país passou de um posição de credor líquido face ao estrangeiro de uma soma de sete mil milhões de euros em 1996 para uma situação de vedor líquido em 55 mil milhões de euros no final do ano passado.

Neste quadro, a AECOPS teme que o Orçamento para 2006 verba a registar uma quebra nas verbas para investimentos públicos em construção. Além de apresentar o estudo com as medidas que entendem necessárias para inverter a situação de recessão do sector, a AECOPS espera que «água mole em pedra, tanto bate até que fura».

«Continuamos a pensar que a construção é o motor da economia de qualquer país e gostaríamos de ver o Orçamento de 2006 aumentar as verbas destinadas à construção e que fossem criadas condições para que o investimento privado em construção possa aumentar», concluiu Joaquim Carlos Fortunato, referindo á instauração de um regime fiscal mais favorável à agilização do sistema de justiça português.

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