Empresas Dona da Aerosoles fecha fábrica e lojas em Portugal  

Dona da Aerosoles fecha fábrica e lojas em Portugal  

A MoveOn, detentora da marca Aerosoles para o mercado europeu, anunciou hoje que vai encerrar a unidade produtiva e as dez lojas que tem em Portugal, colocando em causa 90 empregos, e a sua subsidiária na Índia.
Dona da Aerosoles fecha fábrica e lojas em Portugal   
Paulo Duarte/ Negócios
Lusa 23 de fevereiro de 2018 às 17:31

"A MoveOn terá de abandonar a sua estratégia vertical com produção própria, fechando a unidade produtiva em Portugal e vendendo a sua subsidiária na Índia. No entanto, grande parte da produção continuará a ser feita em Portugal. A partir da próxima estação Outono-Inverno 2018, a empresa terá como foco principal o desenvolvimento do produto, compra, venda e colocação do mesmo no mercado", disse, em comunicado, a empresa.

 

No total, em Portugal, estão em causa 45 postos de trabalho nas dez lojas da marca e outros 45 que são funcionários dos escritórios e da fábrica, localizada em Esmoriz, distrito de Aveiro.

 

De acordo com a empresa, o grupo indiano Tata Internacional, detentor de 100% do capital da MoveOn, teve que proceder ao reposicionamento da atividade com enfoque no comércio 'online', respondendo "aos desafios atuais do retalho" e ao "grande crescimento" da tendência de compras, através da internet, a nível internacional.

 

"A decisão que se aplica agora a Portugal e vários outros mercados onde a marca está presente, está alinhada com a casa-mãe nos Estados Unidos, onde as vendas 'online' chegam a ultrapassar os 50% no último ano. A MoveOn [...] lançou a loja 'online' no mercado nacional em Setembro de 2017, tendo-se registado uma grande aceitação por parte dos consumidores. Com o encerramento, no final do mês de Fevereiro, das dez lojas existentes em Portugal, este canal 'online' tornar-se-á o mais importante para a marca Aerosoles", acrescentou. 

 




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comentários mais recentes
Anónimo 24.02.2018

A Amazon vai limpar todo o comércio tradicional. Nos EUA o processo está mais avançado e os centros comerciais estão às moscas, entrando muitos em falência. As pessoas preferem encomendar online por uma questão de conveniência e comparação de preços. O imobiliário comercial vai rebentar.

Anónimo 23.02.2018

Continuo a dizer: este ano já foram umas poucas... Foi assim que começou a crise... Com o PS no puder...

Yalioblio 23.02.2018

Por mim vão à falência.

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