Durão Barroso diz “miopia de agentes económicos” é entrave para o desenvolvimento da Banda Larga (act)
A dificuldade de visão dos agentes económicos poderá ser um entrave ao desenvolvimento tecnológico. Durão Barroso acusa-os de uma certa “miopia” e de um excessivo enfoque a curto prazo, que poderá atrasar a expansão da banda Larga em Portugal. O Clix não
(actualiza com declarações do Clix)
A dificuldade de visão dos agentes económicos poderá ser um entrave ao desenvolvimento tecnológico. Durão Barroso acusa-os de uma certa “miopia” e de um excessivo enfoque a curto prazo, que poderá atrasar a expansão da banda Larga em Portugal. O Clix não se sentiu atingido por estas críticas.
“As tecnologias não são usadas devido a uma certa miopia dos agentes económicos”, sublinhou Durão Barroso, na inauguração da Semana da Internet- Portugal em Banda Larga, promovida pela UMIC.
O primeiro-ministro acrescentou que os intervenientes económicos “tem um excessivo enfoque a curto prazo” e uma intenção de penetração rápida no mercado, descurando o objectivo principal de desenvolvimento das tecnologias.
Durão Barroso reiterou que a meta do Governo, de ter metade das famílias portuguesas com Banda Larga, em 2006, é ambiciosa mas importante, frisando que actualmente a penetração é de 5%.
O Governo aprovou recentemente em Conselho de Ministros um plano de investimentos de mil milhões de euros até 2006, para a Sociedade de Informação, inovação e desenvolvimento.
Clix “não se sentiu atingido” com críticas
”Quero acreditar que o Sr. Primeiro-ministro não estava a referir-se a nós”, disse Pedro Pina, director-geral do Clix, fornecedor de acesso à Internet e um dos agentes económicos no sector das telecomunicações.
A Sonaecom, dona do Clix tem vindo a queixar-se da situação das telecomunicações nacionais e pede intervenção dos reguladores (Anacom e Autoridade da Concorrência) e do Governo liderado por Durão Barroso.
”Não me senti minimamente atingido” com as palavras de Durão Barroso, disse a mesma fonte, acrescentando, por outro lado, que o Governo “está a prestar pouca atenção nesta questão”.