Efromovich já entregou proposta de compra da TAP
A Parpública tem agora cinco dias para analisar a proposta do empresário. Germán Efromovich é o único interessado na privatização da TAP.
A Parpública tem agora cinco dias para analisar a proposta do empresário. Germán Efromovich é o único interessado na privatização da TAP.
No último dia do prazo, Germán Efromovich formalizou a proposta de compra da TAP. A proposta foi entregue pouco antes do 12h00, hora limite definida pelo decreto-lei que definiu a privatização, avança o "Diário Económico". A proposta será agora analisada pela Parpública e deverá chegar a Conselho Ministros no próximo dia 20 de Dezembro.
Germán Efromovich é assim o único interessado na privatização da companhia aérea. O que não significa que seja o vencedor. O Executivo já alertou que "não tem obrigação nenhuma de vender" a empresa no final deste processo, caso entenda que não estão acautelados os interesses nacionais. Nesse caso, não haverá lugar a qualquer tipo de indemnização.
Mas caso a sua proposta seja aceite pelo Governo, o empresário terá de manter o capital da transportadora durante 10 anos. Este prazo foi ontem aprovado pelo Governo em Conselho de Ministros. Tendo inicialmente estabelecido um intervalo de indisponibilidade, o Governo optou por fixar o tecto máximo de 10 anos para essa permanência.
"Estar a assumir um passivo deste tamanho é estar a comprar caro"
Germán Efromovich, presidente do Synergy Group, concedeu uma entrevista ao Negócios onde afirma que está confiante que será o próximo dono da companhia aérea de bandeira.
Sem falar em valores garantiu que o seu objectivo é investir na empresa para que ela possa crescer e, na sua visão, essa aposta tem que ser tida em conta na sua oferta. "A proposta é técnica, com uma avaliação financeira que vai ter a contribuição das nossas sinergias que esperamos que seja algo que o Governo perceba que, a não ser outra companhia que tivesse na mesma condição que nós, pouca gente iria, em condições normais, dentro de uma inteligência técnica, se oferecer para comprar a TAP como nós estamos a fazer. As coisas valem o que valem", diz o empresário colombiano, nascido na Bolívia e naturalizado brasileiro. Efromovich tem também desde ontem a nacionalidade polaca, condição necessária para se candidatar à compra de 95% do capital da companhia portuguesa. A regulamentação europeia obriga a que as companhias aéreas sejam detidas maioritariamente por empresários com nacionalidades europeias.
(Notícia actualizada às 13h04)