A sua semana dia a dia: Bolsas fechadas, Portugal emite dívida e inflação nos EUA
Numa semana com vários dados económicos, Portugal, Alemanha e Estados Unidos emitem dívida a dez anos. Depois é conhecido o impacto da guerra nos preços com os números da inflação nos EUA.
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| Segunda-feira Praças encerradas devido à Páscoa |
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Após terem estado encerradas na Sexta-Feira Santa, as principais bolsas vão também ter a negociação interrompida na segunda-feira. Ou seja, os investidores só vão poder reagir a partir de terça-feira aos desenvolvimentos em torno da guerra no Médio Oriente, numa altura em que o fluxo noticioso tem sido o principal foco dos participantes do mercado. |
| Terça-feira Atividade económica na Zona Euro |
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A estimativa da atividade empresarial da Zona Euro, medida pelos PMI, mostra um travão a fundo em março, ficando muito perto da estagnação. O principal fator de pressão foram os custos de produção, agravados pela forte subida do petróleo, devido ao encerramento do estreito de Ormuz. Na terça-feira, a S&P Global vai apresentar os números finais e divulgar mais dados desagregados para as maiores economias europeias, incluindo a Alemanha, França Espanha e Itália. |
| Quarta-feira Fed publica atas de março |
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A política monetária está no centro das atenções, com investidores e analistas a aguardarem pistas sobre as próximas decisões da Reserva Federal norte-americana. No último encontro – em que deixou os juros inalterados e atualizou as projeções económicas – o presidente Jerome Powell não abriu jogo e afirmou apenas que as implicações da guerra no Médio Oriente eram “incertas”. Com as atas publicadas haverá mais detalhes sobre o que discutiram os membros do Comité Federal do Mercado Aberto. |
| Quarta-feira Portugal emite dívida de longo prazo |
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Portugal vai regressar ao mercado para emitir dívida na maturidade de referência, a dez anos, e a 14 anos. A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública – IGCP quer captar entre 1,25 e 1,5 mil milhões de euros, numa altura em que os juros das obrigações portuguesas a 10 anos rondam os 3,5%, pressionados pelos efeitos da guerra no Médio Oriente. Além de Portugal, os Estados Unidos e a Alemanha também vão emitir dívida na maturidade de referência, o que vai evidenciar o prémio de risco que os investidores estão a pedir para aumentarem a exposição às obrigações soberanas ocidentais. |
| Quinta-feira Exportações alemãs e PIB dos EUA |
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Na reta final da semana vão ser conhecidos dados que vão permitir perceber melhor os impactos da guerra nas maiores economias mundiais, com os economistas a avaliarem a possibilidade de que esta crise temporária possa tornar-se estrutural. Na Alemanha, os dados do comércio poderão já mostrar mudanças na evolução dos maiores parceiros comerciais. Nos Estados Unidos, os números finais do PIB do quarto trimestre de 2025 podem ajudar a compreender qual é o cenário base da maior economia mundial para lidar com o impacto da guerra. A estimativa inicial mostra que o crescimento, entre outubro e dezembro, foi de 0,7% – o valor mais baixo desde que foi registada uma contração no primeiro trimestre de 2025. |
| Sexta-feira Estados Unidos dão a conhecer inflação |
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A fechar a semana vai estar a inflação nos Estados Unidos em março, o primeiro mês completo de guerra. Estes números já vão mostrar os impactos do conflito nos preços pagos pelos consumidores norte-americanos, sendo especialmente relevantes para antecipar o que vai a Fed fazer. As expectativas dos analistas são de um aumento mensal de quase 1% e que a variação homóloga chegue aos 3%. |