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Export Home com menos expositores mas mais compradores estrangeiros

A Export Home, que arranca hoje na Exponor, continua a perder expositores. Mas num acto de resistência à crise, garantiu a presença de mais compradores internacionais.

Patrícia Vieira Gonçalves 03 de Março de 2009 às 12:53
A Export Home, que arranca hoje na Exponor, continua a perder expositores. Mas num acto de resistência à crise, garantiu a presença de mais compradores internacionais.

A única feira portuguesa exclusivamente focada no mercado profissional da fileira do mobiliário, iluminação, estofos e artigos para casa, também sofre com a crise económico-financeira mundial. “As feiras não estão imunes à crise”, reconhece José Carlos Coutinho, director-geral da Exponor, onde decorre até sábado a Export Home.

Cifrando o “impacto negativo” da crise “entre 10 e 15%” na actividade da Exponor, que conta este ano na Export Home com 185 stands, os responsáveis da feira enfatizam, em contrapartida, que encontraram uma “melhor fórmula” para resistir à crise: a atracção de mais compradores internacionais (centrais de compras, grandes superfícies, indústria hoteleira, agentes de compras, redes de lojas, entre outras), tendo já assegurado a presença de 350.

Somando todos os profissionais estrangeiros que deverão visitar a feira, a organização prevê que deverão passar pelo certame cerca de dois milhares de compradores internacionais, oriundos, maioritariamente, da Europa e de África. Do lado da oferta, o destaque vai para a estreia da Ikea Portugal.

Recorde-se que a Export Home alimentou, no passado Verão, uma polémica entre um grupo de empresas que costumam participar no certame e a organização da feira. O auto-denominado “Movimento Empresários pelo Futuro do Mobiliário” defende a passagem da feira para um formato bianual, por considerar que a realização anual do certame “já não corresponde às necessidades nem dos fabricantes nem dos comerciantes”.

A Associação Empresarial de Portugal (AEP), que detém a Exponor, não satisfez a reivindicação daquele movimento, acusando-o de “tentar desestabilizar o processo de planeamento e execução” da edição agora em curso, considerando ainda que “despromovendo a beira a bianual está a esbanjar-se todo um trabalho feito ao longo dos últimos 20 anos, de promoção e enraizamento do certame no circuito internacional”.

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