Empresas Francisco Lacerda: "Fazer um banco é um desafio e peras"

Francisco Lacerda: "Fazer um banco é um desafio e peras"

O presidente dos CTT revelou que a privatização da empresa "permitiu vencer bloqueios de várias décadas" para lançar o banco postal.
Francisco Lacerda: "Fazer um banco é um desafio e peras"
Bruno Simão/Negócios
Sara Ribeiro 06 de abril de 2016 às 00:42

O Banco CTT abriu as portas ao público no dia 18 de Março. Mas a intenção da criação de um banco postal já é antiga, tendo contado com parceiros como a CGD pelo caminho.

 

A privatização da empresa, que ocorreu no final de 2013, permitiu ultrapassar algumas barreiras, revelou esta terça-feira Francisco Lacerda, durante o jantar-debate da APDC. "Em certa medida, a privatização permitiu vencer bloqueios de várias décadas", como da atribuição de licenças", disse o "chairman" e presidente executivo dos Correios.

 

Francisco Lacerda sublinhou ainda que "dificilmente" os CTT vão ter um papel activo no processo de consolidação que o sector da banca está a passar em Portugal. "Estamos a falar de grandes se consolidarem com outros grandes. A perspectiva até é ao contrário", acrescentou.

 

Questionado sobre o maior desafio durante o seu mandato, que teve início em 2012, o presidente executivo confessou que quer a privatização da empresa quer o lançamento do banco postal foram "bons desafios".

 

No que diz respeito à privatização da empresa, em que cerca de 90% do capital é detido por investidores estrangeiros, Francisco Lacerda explicou foi um desafio "muito importante do ponto de vista do curto prazo da transformação que queríamos fazer nos CTT". Mas, continuou, "fazer um banco também é um desafio e peras", quer a parte da regulação quer o facto de atrair pessoas para trabalhar no recente projecto e clientes, detalhou.

 

No campo das telecomunicações, Francisco Lacerda voltou a comentar que os CTT e a Altice têm dado alguns passos para avançar com o acordo para partilha de sinergias celebrado antes do grupo francês comprar a Meo, não havendo muitas mais novidades sobre o tema. "Estamos agora a dar alguns passos que logo veremos onde nos levam", adiantou.

 

Quanto ao eventual papel importante que os CTT podem ter no sector de telecomunicações, como referiu recentemente o administrador financeiro dos CTT, André Gorjão Costa, o líder da empresa explicou que a intervenção da empresa neste campo funcionará mais ao nível de parcerias com as operadoras, como o memorando assinado com a Altice, com quem têm negociações exclusivas até ao final deste ano.

 

"Não vamos ser concorrentes da PT, da Vodafone ou da Nos. Acreditamos é que a nossa rede de lojas pode trazer vantagens para os operadores", através da criação de sinergias, frisou.




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