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Galp Energia investe 1,5 mil milhões em três anos

A Galp Energia prevê investir um total de 1,5 mil milhões de euros para financiar a expansão da sua actividade a nível ibérico nos próximos três anos, segundo revela António Mexia, presidente da empresa petrolífera e de gás natural.

01 de Outubro de 2002 às 12:15

A Galp Energia prevê investir um total de 1,5 mil milhões de euros para financiar a expansão da sua actividade a nível ibérico nos próximos três anos, segundo revela António Mexia, presidente da empresa petrolífera e de gás natural, em declarações escritas.

A empresa petrolífera e de gás natural procede à reestruturação do passivo, tendo reduzido, no primeiro semestre, a dívida em 128 milhões de euros para os 2,1 mil milhões de euros.

Esta reestruturação visa permitir «fazer face ao ambicioso programa de investimento, em cerca de 1,5 mil milhões de euros nos próximos três anos, o qual passa pela expansão já iniciada da sua actividade a nível ibérico», acrescentou António Mexia.

A desvalorização do dólar e a quebra nas taxas de juro contribuíram para a contenção dos custos financeiros, tendo a primeira favorecido ainda a redução da dívida denominada em dólares, explicou o presidente da Galp Energia.

A redução da dívida resultou do «programa de racionalização de custos em curso, a boa performance comercial das empresas e o controle rigoroso dos investimentos», justificou António Mexia.

Nos primeiros seis meses do ano, o rácio de endividamento da Galp Energia caiu de 1,52 para 1,37, segundo os dados da empresa.

O «cash flow» operacional da Galp Energia atingiu, no primeiro semestre, os 288 milhões de euros, o que permitiu «autofinanciar os investimentos de 159 milhões de euros, nesse período».

Galp Energia à espera de 200 milhões de fundos comunitários

A Galp Energia adianta que o atraso no pagamento de um total de 200 milhões de euros referentes a fundos comunitários têm um «impacto directo na estrutura e nos custos financeiros» da empresa.

Para a empresa nacional este montante «assume ainda uma grande dimensão», com impacto na dívida da empresa.

Segundo alerta a empresa «o recebimento de fundos comunitários de apoio ao investimento, no âmbito do Programa Operacional de Economia (POE), começou a ganhar alguma expressão em 2002, depois de um atraso de cerca de dois anos».

Os apoios ao sector de gás natural atingiram os 59 milhões de euros.

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