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Ganho com a Renováveis impulsiona lucros da EDP para os 703 milhões

Os lucros da Energias de Portugal aumentaram 66,6% para os 703 milhões de euros nos primeiros seis meses do ano, impulsionados por ganhos de capital. Ajustados desses factores e de outros penalizadores dos lucros, estes teriam crescido apenas 12%.

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 30 de Julho de 2008 às 17:53
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Os lucros da Energias de Portugal aumentaram 66,6% para os 703 milhões de euros nos primeiros seis meses do ano, impulsionados por ganhos de capital. Ajustados desses factores e de outros penalizadores que penalizaram as contas, os lucros teriam crescido apenas 12%.

Em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários a eléctrica explica que o resultado líquido atingiu os 703 milhões de euros no primeiro semestre de 2008, “impulsionado por diversos ganhos de capital”.

Nomeadamente, 405 milhões de euros decorrentes da diluição da posição da EDP na EDP Renováveis e de 49 milhões de euros decorrente da venda das posições na Turbogás (40%) e Portugen (27%).

Por outro lado, o lucro líquido “está penalizado, por um lado, pelo efeito global da descontinuação das operações da Enersul na EDP no valor de 67 milhões de euros que resulta da perda no valor económico da Enersul devido a um enquadramento regulatório negativo e 8 milhões de euros como resultado da operação de permuta de activos da Enersul”, acrescenta a EDP.

Ajustado destes factores e das imparidades supra-referidas, o lucro líquido sobe 12% em termos homólogos, revela a empresa face aos 422,1 milhões de euros do período homólogo.

O EBITDA consolidado cresceu 17,2% para os 1,6 mil milhões de euros face ao primeiro semestre de 2007 e a empresa sublinha o facto de, excluindo o impacto da aquisição da Horizon em Julho de 2007, o EBITDA pró-froma avançou 10,2%.

Os proveitos operacionais avançaram 19,4% para os 6,7 mil milhões de euros.

A dívida líquida no final de Junho ascendia a 12 mil milhões, acima de 11,7 mil milhões registado no final de 2007, “reflectindo por um lado o elevado nível de cash flow gerado e o encaixe da operação de IPO da EDP renováveis, e por outro lado, o elevado nível de investimento operacional, o pagamento de 759 milhões de euros pelo domínio hídrico e o aumento do valor de activos regulatórios”.

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