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Impresa e Cofina sugerem parcerias para internacionalizar grupos de media

O futuro dos media portugueses foi o mote do almoço que assinalou o 10.º aniversário do jornal “Meios & Publicidade”. Racionalização de custos, gerir a fragmentação de audiências, apostar em estratégias multiplataforma e unir esforços na internacionalizaç

Adriano Nobre anobre@mediafin.pt 23 de Abril de 2008 às 11:04
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A internacionalização dos grupos portugueses de media foi ontem apontada pelos presidentes da Cofina e da Impresa como solução natural para o desenvolvimento dos principais “players” do sector. Uma estratégia que Francisco Pinto Balsemão chegou mesmo a rotular de “essencial”, pelo que instou à “coragem para que se façam parcerias entre meios ou empresas” no sentido de abrir novos horizontes de negócio além fronteiras.

As declarações foram feitas durante o almoço-debate que assinalou o 10.º aniversário do jornal “Meios & Publicidade” e que contou com os patrões da Cofina – proprietária do Jornal de Negócios –, Impresa e Media Capital como oradores convidados. O mote para os discursos foi a antecipação do futuro desta área de negócio. E a internacionalização foi um dos pontos comuns aos discursos.

Minutos antes das palavras de Balsemão, Paulo Fernandes já deixara o alerta para a inevitabilidade de os grupos portugueses iniciarem processos de “internacionalização para espaços naturais, dentro das suas competências”. Um cenário que o patrão da Cofina insere no contexto de futuros modelos de gestão de media, assentes em “movimentos de consolidação” que trarão “uma selecção natural” entre os protagonistas do mercado.

Outra opinião partilhada pelos oradores foi a necessidade de adoptar estratégias que respondam às tendências de um mercado onde a inovação tecnológica fez com que exista “cada vez maior fragmentação de audiências e dispersão de conteúdos”, constata Manuel Polanco, administrador-delegado da Media Capital. Um cenário que Balsemão defende reforçar a necessidade de “assegurar a distribuição de conteúdos pelo maior número possível de plataformas”.

Também Paulo Fernandes entende que “os grupos mais fortes vão ter de estar presentes em todos os sectores de media”. E salienta a obrigatoriedade de “racionalizar recursos” e “centralizar redacções”, numa lógica de grupos “fornecedores de conteúdos numa lógica multiplataforma”.

É neste contexto, de resto, que o líder da Cofina sublinha a importância de os grupos de media se posicionarem “na liderança dos novos formatos”. “Temos de ser flexíveis, dinâmicos e inovadores”, referiu, colocando nessa capacidade a resposta às “novas oportunidades e desafios” que o desenvolvimento tecnológico está a introduzir no mercado.

Evolução que obriga à procura de novas soluções ao nível da venda de publicidade. “Temos de ter produtos concebidos, desde o início, para as várias hipóteses de distribuição e de aproveitamento publicitário”, reforça Balsemão.

Sobretudo porque, como recorda Polanco, o “mercado publicitário está estagnado desde 2000”. O que poderá piorar com o lançamento do quinto canal de televisão em sinal aberto que, para o responsável da Media Capital, irá “desvalorizar todos os mercados”.

Uma perspectiva que, segundo Balsemão, aumenta a importância de “diversificar as fontes de receita” dos grupos de media. “A menor dependência da publicidade é fundamental”, disse o presidente da Impresa.
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