Empresas Indústria agro-alimentar alerta que "é urgente" alterar política fiscal

Indústria agro-alimentar alerta que "é urgente" alterar política fiscal

O presidente da FIPA considera que é necessário reverter os impostos especiais ao consumo. O ministro da agricultura garante que tenciona "manter diálogo com o sector agro-alimentar".
Indústria agro-alimentar alerta que "é urgente" alterar política fiscal
Pedro Elias
Sara Ribeiro 04 de abril de 2017 às 14:54

Jorge Tomás Henriques, presidente da Federação das Indústrias Portuguesas Agro-alimentares (FIPA), considera que "é urgente" alterar "a política fiscal". E que é necessário haver uma "reversão de impostos especiais ao consumo" para a indústria conseguir ter músculo para investir e manter o crescimento. O responsável, que representa as empresas do sector, falava durante o 6o congresso da indústria portuguesa agro-alimentar que está a decorrer esta terça-feira, 4 de Abril, em Lisboa.

 

O presidente da FIPA destacou ainda que o sector tem vindo a fazer o seu caminho, apesar destes imprevistos fiscais, como aconteceu recentemente com a taxa sobre o açúcar. 

 

"A FIPA tem sido o rosto da indústria contra o aumento fiscal indiscriminado" e a "dificuldade do acesso a crédito para as exportações", relembrou. Dois temas que vão estar no topo da agenda do congresso.

 

Em resposta, o ministro da agricultura, Luís Capoulas Santos, garantiu que "o Governo estará atento e disponível para analisar" as futuras conclusões do congresso desta indústria que representa "2,3% do emprego nacional", acrescentou.

 

Capoulas Santos aproveitou para relembrar que o equilíbrio da balança agro-alimentar até 2020 é um dos objectivos já traçados e anunciados pelo Executivo.

 

E dada a importância que defende que o sector tem, "tenciono manter um diálogo activo com o sector agro-alimentar", reforçou. 

 

Durante o congresso, Jorge Tomás Henriques aproveitou para fazer um raio-x ao sector agro-alimentar, tendo divulgado que em 2016 a indústria teve um volume de negócios de 15,4 mil milhões de euros. E conta com 11 mil empresas, das quais a maioria familiares ou pequenas e médias empresas, adiantou.

  

No total, a indústria é responsável por 108 mil postos de trabalho e vale 9,2% do total das exportações da indústria transformadora nacional.




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