Empresas Investimento estrangeiro pesa 70% dos 2,3 mil milhões de apoios que Aicep está a negociar

Investimento estrangeiro pesa 70% dos 2,3 mil milhões de apoios que Aicep está a negociar

A Aicep garante que o investimento directo estrangeiro está a crescer em Portugal que passou a estar no radar "de grandes multinacionais", garantiu no Parlamento o presidente da Agência, Luís Castro Henriques.
Investimento estrangeiro pesa 70% dos 2,3 mil milhões de apoios que Aicep está a negociar
Miguel Baltazar
Alexandra Machado 06 de março de 2018 às 16:09

A Aicep (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal) tem em "pipeline" investimentos produtivos para futuro de 2,3 mil milhões de euros, reafirmou esta terça-feira, 6 de Março, no Parlamento o presidente da entidade Luís Castro Henriques.

No âmbito do Portugal 2020, a Agência já tinha apoiado 1,6 mil milhões de euros. Mas Luís Castro Henriques explica que nos projectos em candidatura há mais investimento estrangeiro.

Se nesses 1,6 mil milhões de euros 55% foi de investimento directo estrangeiro (IDE), no pipeline em negociação o IDE atinge os 70%, assegurou aos deputados, numa audição parlamentar. "Portugal está a regressar ou a entrar no radar de grandes multinacionais estrangeiras, que estão cada vez mais a escolher Portugal". Mas admite que "Portugal ainda não é conhecido como destino de investimento".

Luís Castro Henriques lembrou os investimentos da Natixis, cujo contrato será assinado esta semana (segundo disse), Euronext, ou Vestas.

Luís Castro Henriques explica que este pipeline já resulta do trabalho de angariação que o organismo tem feito, nomeadamente com os "scouts" (angariadores). O presidente da Aicep explica que apesar de ter um enfoque na Europa, onde, aliás, tem conseguido angariar investimento, a rede da agência está na Ásia, onde tem especialistas de investimento em Tóquio (no Japão) e na China, que fazem a cobertura da Coreia do Sul.

E garante que já se vê um "reforço do investimento coreano e japonês, e estamos confiantes que irá aumentar". Por isso garante que vai "continuar a trabalhar naqueles mercados e com sectores que já domina, mas através desta presença que estamos a tentar diversificar". Só que, acrescenta, "é um caminho que não é imediato", mas "o trabalho de diversificação está a ser feito".

A próxima abertura na rede internacional da Aicep será na China. O objectivo é ter em 2019 uma "presença física e permanente" em Cantão. E também em Dublin, na Irlanda. 

Captar investimento é um dos objectivos da Aicep, mas é também reforçar as exportações. Luís Castro Henriques diz que é objectivo conseguir que as exportações contribuam com 50% para a economia entre 2020 e 2025. "É ambicioso e não está ganho, mas acreditamos que se conseguirá chegar [a esse objectivo] nesse período de tempo", declarou. 




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