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Jardim Gonçalves deve anunciar hoje saída do BCP

Jorge Jardim Gonçalves, fundador e presidente do conselho geral e de supervisão (CGS) do BCP deverá anunciar hoje a sua saída do banco. No entanto, fontes contactadas pelo Jornal de Negócios, admitem que o banqueiro possa não deixar o banco já esta terça-

Maria João Gago mjgago@negocios.pt 04 de Dezembro de 2007 às 10:08
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Jorge Jardim Gonçalves, fundador e presidente do conselho geral e de supervisão (CGS) do BCP deverá anunciar hoje a sua saída do banco. No entanto, fontes contactadas pelo Jornal de Negócios, admitem que o banqueiro possa não deixar o banco já esta terça-feira.

A decisão do líder histórico do BCP pode ser concretizada apenas na assembleia geral que o presidente da mesa, Germano Marques da Silva, deverá convocar para Janeiro, depois de pedidos de Joe Berardo e da gestão da instituição nesse sentido.

"Foram-lhe dadas garantias, por um grupo de accionistas de referência, de que haverá estabilidade no banco e isso é suficiente para o levar a tomar essa decisão", disse uma fonte contactada pela agência Lusa.

A saída de Jardim terá, assim, sido decidida depois de o fundador ter recebido garantias de que vários accionistas de referência vão apoiar a lista candidata à gestão liderada por Filipe Pinhal. No final da semana passada, pareciam estar garantidos os votos favoráveis da Teixeira Duarte (6,4%), Eureko (9,96%), Sabadell (4,5%), Sonangol (5%) e José Goes Ferreira (2%), além de investidores mais pequenos, como António Gonçalves (1%) e Ludgero Marques.

No entanto, estes apoios podem ter-se alterado depois da divulgação de notícias sobre suspeitas de alguns investidores de que o grupo terá usado sociedades "off-shore" para financiar a compra de acções próprias e sobre o facto de um banco ter considerado incobráveis 28,5 milhões de euros em créditos concedidos à Somerset Associates, cujos últimos accionistas referenciados são Goes Ferreira e o seu sócio Carlos Bessa Monteiro. A Sonangol, por exemplo, não estará comprometida com nenhum sentido de voto.

Assim, não é certo que a eleição desta lista esteja garantida, até porque Berardo se comprometeu a avançar com uma candidatura rival e não há qualquer suspeita de como votará o BPI (8,87%). Por princípio, o banco liderado por Fernando Ulrich apoia soluções mais institucionais.

E será nisso que estão a apostar os órgãos sociais do BCP. No entanto, após a fusão dos dois bancos terem fracassado sob a liderança de Pinhal, não é garantido que o BPI apoie uma lista liderada pelo actual presidente do BCP. Já Moniz da Maia (2,7%) e Manuel Fino (2%) estão ao lado de Berardo.

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