Lojas Vobis acabaram esta semana mas a marca continua
Não há despedimentos no encerramento das cinco lojas Vobis que se vão transformar em Worten. A marca não revela os custos com a integração da marca.
“A marca Vobis faz parte do nosso património e será integrada na Worten, uma situação que nos oferece flexibilidade para o futuro. Neste momento, e unicamente a título de exemplo, informo que haverá um espaço Vobis dentro de uma loja Worten”, avançou Nuno Nascimento Rodrigues, em declarações por e-mail enviadas em resposta ao Negócios.
O que aconteceu é que os espaços Vobis que ainda existiam deixaram de estar afectos a essa marca. As lojas do Colombo, NorteShopping e Almada foram alvo de “rebranding”, ou seja, passaram a ser lojas Worten. Os espaços no Seixal e em Eiras foram integradas nas lojas Worten que já existiam, avança o mesmo responsável.
“O ‘rebranding’ é uma oportunidade de crescimento da Worten, que irá cimentar a sua posição como 'player' de referência no retalho especializado”, acrescentou o director de marketing da marca, dizendo que o fecho das restantes cinco lojas Vobis é o último passo de um processo já em desenvolvimento há algum tempo.
A Vobis era a marca da Sonae ligada à electrónica, ao passo que a Worten, também do grupo liderado por Paulo Azevedo, começou por estar afecta aos electrodomésticos mas acabou por alargar o âmbito e “aproveitar” o campo da Vobis. Agora, deixam de existir em separado. Tal como aconteceu com as marcas Modelo e Continente, com a primeira a ser integrada no Continente.
Sem despedimentos
Questionado pelo Negócios se haveria espaço para despedimentos com esta integração, o responsável pelo marketing da Vobis garantiu que o quadro de funcionários não é reduzido. Mas há trabalhadores que podem não entrar na Worten mas sim em outras empresas do grupo Sonae.
“Os espaços que são alvo de ‘rebranding’ mantêm os seus quadros de pessoal. Quanto às unidades cujas valências são integradas na Worten, todos os colaboradores serão recolocados na Worten e na Worten Mobile ou noutras insígnias do Grupo”, indica Nuno Nascimento Rodrigues no e-mail.
O Negócios perguntou ainda qual o custo desta transformação, mas não foram avançados números exactos. “Vemos a integração como um investimento gerador de valor futuro, sendo o valor do referido investimento enquadrado no capex [despesas de capital com vista a benefícios futuros] normal da nossa operação”, indicou a mesma fonte.
A Sonae não publica indicadores financeiros por insígnia, pelo que não é possível saber qual o valor do negócio da Vobis.