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Lucros da PT descem para 437,7 milhões de euros mas superam estimativas

A Portugal Telecom (PT) anunciou hoje uma quebra de 34,7% dos lucros nos primeiros nove meses do ano. A operadora terminou o período com um lucro de 437,3 milhões de euros, superando as estimativas dos analistas.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 13 de Novembro de 2008 às 07:46
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A Portugal Telecom (PT) anunciou hoje uma quebra de 34,7% dos lucros nos primeiros nove meses do ano. A operadora terminou o período com um lucro de 437,3 milhões de euros, superando as estimativas dos analistas.

O resultado líquido obtido pela PT nos primeiros nove meses do ano fixou-se nos 437,3 milhões de euros, o que compara com os 607,1 milhões de euros registados em igual período do ano passado, de acordo com um comunicado emitido pela operadora para a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

Os números superaram assim as estimativas dos analistas consultados pela Reuters que apontavam para um resultado líquido de 378 milhões de euros.

Excluindo itens extraordinários, os lucros desceram 3,1% para 488 milhões de euros.

O EBITDA da PT cresceu 6,6% para os 1,8 mil milhões de euros, num período em que as receitas aumentaram 11,1% para os 5,03 mil milhões de euros, valores que superaram os números esperados pelos analistas. A margem EBITDA desceu 1,5 pontos percentuais para 36,5%.

A evolução das receitas foi influenciada pelo aumento do volume de negócios da Vivo, a operadora brasileira detida pela PT e pela Telefónica, que aumentou em 28,2% para os 2,29 mil milhões de euros e pela TMN que viu as receitas crescerem 5,2% para os 1,19 mil milhões de euros.

As receitas do negócio de rede fixa desceram 2,8% para os 1,48 mil milhões de euros. No negócio doméstico (TMN e PT Comunicações), as receitas desceram 0,4% para 2,51 mil milhões de euros, devido à descida de 2,8% nas receitas de rede fixa. A PT realça no comunicado que a descida das receitas na PT Comunicações está a abrandar, uma vez que a queda no terceiro trimestre foi de 0,3%.

No negócio em Portugal o EBITDA desceu 5,4%, o que resultou numa descida da margem em 2,4 pontos percentuais, para 46,2%.

A PT realça no comunicado enviado que a descida das tarifas de terminação, de 11 cêntimos para 6,5 cêntimos teve um impacto nas receitas dos segmentos fixo e móvel de 4 e 6,7 milhões de euros respectivamente, no terceiro trimestre do ano.

A pressionar os resultados esteve o aumento da dívida líquida da operadora e o investimento de capital, num período em que a operadora apostou no serviço de televisão (Meo) com campanhas de publicidade para atrair clientes.

A dívida líquida da PT cresceu mais de 36% para os 5,9 mil milhões de euros, um valor que ficou ainda assim abaixo dos seis mil milhões estimados. Para o aumento da dívida contribuiu a aquisição da Telemig, no Brasil, e o programa de recompra de acções próprias, que terminou em Agosto. O rácio que mede a relação entre a dívida e o EBITDA deteriorou-se para 2,4, contra 1,9% no mesmo período do ano passado.

O défice do fundo de pensões aumentou 1,07 mil milhões de euros, sendo que nos nove meses a empresa fez um contributo de 139 milhões de euros para o fundo de pensões.

Nos nove meses a PT gastou 93 milhões de euros com reformas antecipadas de 324 trabalhadores, 34,4% abaixo dos 141,6 milhões de euros do mesmo período do ano passado.

O Investimento operacional (capex) cresceu nos primeiros nove meses do ano 41,5% para os 690,8 milhões de euros.

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