Lucros da Sonaecom atingem os 19,6 milhões de euros
As receitas da empresa diminuíram mas uma queda ainda maior nos custos operacionais, juntamente com o aumento do EBITA em quase 9%, justificam a evolução.
As receitas da detentora da rede de telecomunicações Optimus desceram mais de 30 milhões já que se ficaram pelos 450,3 milhões de euros nos primeiros seis meses de 2010, um número 6,5% mais baixo do que o verificado no período homólogo do ano passado, em que o indicador marcou 481,6 milhões de euros.
A quebra veio na sequência da redução de equipamentos em consequência da desaceleração do programa e-iniciativas e a uma redução nas receitas de serviços. Mas uma descida ainda maior nas despesas levou a que os lucros fossem positivos devido a um controlo de custos levado a cabo na companhia.
A firma liderada por Ângelo Paupério gastou 346,7 milhões de euros quando tinha desembolsado 378,9 milhões de euros entre Janeiro e Junho de 2009, uma descida de 8,5%. O EBITDA marcou uma evolução positiva de 8,8%, ao subir 8 milhões de euros, passando de 91,5 milhões para 99,5 milhões de euros, com a dívida líquida consolidada a ser reduzida em 8,7%, descendo de 321,3 milhões para 293,3 milhões de euros.
O número de colaboradores da cotada portuguesa também aumentou em 61 profissionais, ao mesmo tempo que o CAPEX operacional, isto é, o investimento capital subiu 6,3% para os 55,6 milhões de euros.“A Sonaecom encerrou o primeiro semestre de 2010 com um conjunto sólido de resultados operacionais e financeiros, reforçando a tendência positiva verificada nos últimos trimestres”, afirma, citado em comunicado enviado à CMVM o CEO da empresa, Ângelo Paupério.
EBITDA da Optimus cresce 6,1%
Quanto ao negócio mais marcante da Sonaecom, a operadora de telecomunicações Optimus viu o EBITDA crescer 6,1% no segundo semestre de 2010 face ao período homólogo. No negócio móvel, a operadora cresceu para os 3,47 milhões de clientes.
Mas, apesar de no sector fixo de telecomunicações a Optimus ter alcançado os 448 mil acessos, este é um número mesmo assim insuficiente para compensar as perdas no segmento do fixo residencial.
Na área do Software e Sistemas de Informação (SSI), as receitas também caíram, desta vez em 17,9% para os 67,4 milhões de euros, directamente penalizada pela descida do segmento da venda de equipamentos. Os custos operacionais apresentaram uma queda maior que nas receitas, acompanhando a tendência dos resultados globais do grupo.
Se no primeiro semestre de 2009 despendia 78,5 milhões de euros, entre Janeiro e Junho de 2010 esse número desceu para 63,5 milhões de euros, uma redução de 19,1%. Já o EBITDA cresceu 1,1%, atingindo os 3,9 milhões de euros.