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Millennium bcp inicia cobertura da Mota-Engil com potencial de 32%

O Millennium iniciou a cobertura da Mota-Engil, sugerindo a compra do papel que apresenta um potencial de valorização de 32%. A favor da empresa liderada por António Mota jogam a quase certa entrada no PSI-20 e a diversificação do negócios para a área das

14 de Abril de 2005 às 11:21

O Millennium iniciou a cobertura da Mota-Engil, sugerindo a compra do papel que apresenta um potencial de valorização de 32%. A favor da empresa liderada por António Mota jogam a quase certa entrada no PSI-20 e a diversificação do negócios para a área das concessões.

O Millennium bcp investimento, num nota emitida hoje aos clientes, diz ter iniciado a cobertura das acções da Mota-Engil [EGL], com uma recomendação de «compra», uma classificação de risco «médio», e um preço-alvo de 3,25 euros, valor que incorpora um potencial de valorização de 32%.

O modelo de avaliação usando foi o dos «cash flows» descontados. As acções da empresa liderada por António Mota [egl] negociavam esta manhã em subida de 0,82% para os 2,47 euros.

Este ano, as acções da construtora amealham um ganho de 24,75%, (o quarto melhor desempenho da bolsa nacional), com os operadores de mercado contactados pelo Jornal de Negócios Online a justificarem com a liquidez do papel nos últimos seis meses que coloca a empresa no PSI-20 na próxima revisão semestral.

«A Mota-Engil encontra-se bem posicionada para uma eventual entrada no índice PSI-20 na próxima revisão semestral de Junho», corroboram os analistas do Millennium bcp.

O banco de investimento dividiu o valor da empresa em três grandes partes: construção tradicional, negócio de concessão e minoritários, onde se incluem a Suma e a Martifer.

A Mota-Engil tem alterado o seu modelo de negócio, deixando de ser apenas uma empresa de construção tradicional e entrando no negócio da concessão.

«A continuação do processo iniciado no último ano poderá trazer novo valor à empresa», opinam os analistas.

Este processo, segundo o BCP, foi o principal responsável pelo crescimento das receitas nos últimos dois anos (nas receitas de concessão mas também indirectamente na construção), «num ambiente de fraco crescimento económico».

«Esperamos a manutenção deste modelo de negócio, sendo importantes para a empresa o plano de financiamento da União Europeia para 2007-2013; a construção do novo aeroporto e do TGV, bem como a exploração de novas oportunidades na Europa Central».

A edição de hoje do Jornal de Negócios avança que a construtora, em parceria com a espanhola Acciona, é candidata a dois novos concursos de concessão, concepção, projecto, construção, financiamento e operação de cerca de uma centena de quilómetros de auto-estrada na Irlanda, num investimento de 800 milhões de euros.

Os analistas do BPI classificam de «positivo» o impacto desta notícia na cotação, tendo mantido a recomendação de «manter» para o título, bem como o preço-alvo de 2,70 euros.

Com esta concessão, «a Mota-Engil irá reforçar o seu perfil como ‘player’ internacional na área das concessões, actualmente limitado a cerca de 500 quilómetros de concessão no mercado doméstico», comenta o analista Bruno Almeida.

Segundo os cálculos do banco, a área de concessão representa actualmente cerca de 23% do valor estimado da Mota-Engil.

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