Motores "standard" na F1 podem levar à saída da Ferrari e da Toyota
A Ferrari e a Toyota admitem reavaliar a participação no Campeonato do Mundo de Fórmula 1, isto caso a proposta da Federação Internacional do Automóvel (FIA), liderada por Max Mosley, de adoptar motores "standard", como forma de reduzir custos, seja aplicada à competição.
Tanto a companhia italiana, detida pela Fiat, como os nipónicos da Toyota emitiram hoje comunicados em reacção ao anúncio feito pela FIA a 17 de Outubro de que os motores que equipam os monolugares passarão a ser “standard”, ou seja, iguais para todos os carros, a partir de 2010.
A Ferrari, que está na Fórmula 1 desde 1950, afirma que a introdução desta regra irá acabar com a “razão de ser” da competição que tem na sua génese o “desenvolvimento tecnológico”, refere o comunicado da companhia italiana, citado pela agência noticiosa Bloomberg.
“Teremos de reavaliar com os nossos parceiros a viabilidade de continuar a nossa presença neste desporto”, acrescenta o Conselho de Administração da Ferrari. A Toyota salienta também a importância da F1 ser uma “competição tecnológica” e que este é uma “aspecto importante” para a companhia nipónica.
A adopção de motores únicos para todas as equipas que participam no Campeonato do Mundo de Fórmula 1 é uma das propostas apresentadas pela FIA. Na base desta medida está a necessidade de reduzir custos, isto numa altura em que a crise financeira atinge directamente os principais patrocinadores de algumas das equipas.