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Mr. White e Lady Rosé promovem vinhos verdes no mundo

Investimento da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) mais do que duplica este ano para tentar compensar nas exportações a quebra prevista no mercado interno.

11 de Janeiro de 2012 às 17:51

É apenas um das acções de marketing programadas para 2012, mas arrisca ser a que gerará mais notoriedade para a região dos vinhos verdes, a segunda que mais exporta logo a seguir ao vinho do Porto. Recorrendo ao humor, os filmes virais vão ser “servidos” na Internet ao longo do ano e terão como personagens principais o casal Mr. White e Lady Rosé.

“É o maior investimento de sempre e o maior de uma região de vinhos portugueses, não considerando o investimento da ViniPortugal”, disse o presidente da CVRVV, Manuel Pinheiro, em conferência de imprensa no Porto.

Do total do investimento em promoção, 22,7% são para os EUA, 17,7% em Portugal – “porque 70% da nossa produção é para o mercado interno, também queremos notoriedade para o longo prazo” – 15% no Brasil e 13,3% no Canadá. Este ano será tentada uma primeira abordagem ao mercado sueco, onde a Comissão reconhece potencial de crescimento.

Os argumentos dos vinhos verdes, a proposta de valor para os consumidores, continua a ser a mesma: vinhos leves, com baixo teor alcoólico, diferentes dos outros brancos; boa relação qualidade-preço; ideais para momentos de descontracção e refeições. O público-alvo são os jovens adultos e é “ligeiramente mais feminino”.

Mais de 30% vai para exportação

O vinho branco, que é o grosso do negócio, mantém-se estável há três anos. Em 2011 as vendas ascenderam a 44,2 milhões de litros, pouco menos que no ano transacto (44,5 milhões). O verde tinto representa pouco – 5,4 milhões – e está a ser alvo de “algumas experiências”, também impulsionado pelo fenómeno recente do vinho lambrusco em Portugal. Já o verde rosé está a crescer, mas em 2011 apenas representou 1,6 milhões de litros.

Apesar de menos de um quinto dos produtores da região se dedicarem à exportação, os vinhos verdes culminam agora “uma década de aumentos consecutivos na exportação e alargamento dos mercados”. Basta pensar que apenas 15.5% da produção era vendida fora do País em 2002, em 2010 essa de percentagem subiu para 27,4% e no ano que agora terminou terá ultrapassado os 30%. “Até aos 50% podemos crescer”, perspectivou o responsável da Comissão.

No ano passado, os Estados Unidos continuaram a ser o melhor mercado (os 3,8 milhões de litros representam 16% do total), seguidos pela Alemanha e França. O pior destino foi a Guiné Equatorial, com apenas... 5 litros vendidos. A análise feita esta tarde pela Comissão destaca que o vinho verde deixou de estar confinado às fronteiras da lusofonia e da diáspora portuguesa.

“Somos a região que mais investe para a reconversão das nossas vinhas”, diz Manuel Pinheiro, vangloriando-se de ter pago aos lavradores um preço médio próximo de 35 cêntimos por quilo, que permite a continuação desse investimento.

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