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Mulheres CEO mais propensas a serem demitidas

A consultora Strategy& antecipa que em 2040 as mulheres representarão um terço dos CEO a nível mundial.

Negócios 29 de Abril de 2014 às 11:17
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É directora-executiva de uma empresa? Se sim, saiba que está significativamente mais propensa a ser demitida do que um profissional do sexo masculino que exerça as mesmas funções. Quem o diz é um estudo da consultora Strategy&, divulgado hoje pelo “Finantial Times”.

 

Foram 2.500 as grandes empresas analisadas pela equipa de Per-Ola Karlson ao longo dos últimos 10 anos. As conclusões, essas, foram reveladoras: as mulheres CEO têm 10% mais hipóteses de abandonar repentinamente o lugar.

 

No período considerado, menos de 3 em cada 10 directores-executivos do sexo masculino foram demitidos. Quando falamos em profissionais do sexo feminino, esse número ascende aos 40%, com duas em cada cinco mulheres a terem de abandonar funções.

 

Que motivos explicam esta discrepância? Para o co-autor do estudo, de uma forma simplificada, são dois: uma cultura empresarial predominantemente masculina e as pressões políticas e culturais em alguns países, que anseiam nomeações femininas para cargos superiores mesmo que elas impliquem maiores riscos.

 

Carol Bartz e Anne Lauvergeon estão entre as baixas femininas registadas em 2011 nesta posição, exemplifica o “Financial Times”. Bartz foi demitida da liderança da Yahoo! após a insatisfação demonstrada pelos investidores quanto ao desempenho do grupo. Já Lauvergeon foi substituída na Areva após o reforço da presença do governo francês na gestão do grupo dedicado à energia nuclear.

 

No ano passado, foram apenas 3% as indicações femininas para altos cargos. A Strategy& prevê que, em 2040, as mulheres representem um terço dos CEO a nível mundial. E o que permitirá essa mudança? Uma alteração das pressões sociais, a frequência crescente do ensino superior e a maior presença feminina em altas funções de negócio.

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