Negócio do ouro segue e soma balcões em Portugal
Relógios de topo, jóias e anéis são mastigados e reconvertidos em barras de ouro puro de 24 quilates que seguem para os cofres de investidores sedentos. A aproveitar a crescente procura dourada está a portuguesa Valores, que compra, recicla e revende o ouro.
O negócio cresceu de tal forma que, no ano passado, a marca decidiu apostar no conceito de "franchising". Das três lojas em 2008, a empresa passou a ter 45 em Portugal. Até ao final do ano, estima abrir um total de 70 agências no País e cinco em Espanha.
"As nossas lojas não estão escondidas no terceiro ou quarto andar de um prédio. O negócio é aberto e transparente", salienta Judá Chester, director-geral da Valores, que ontem inaugurou a 45ª loja da rede em Linda-a-Velha, onde um novo "franchisado" vai receber e negociar a compra de objectos de ouro.
“As pessoas que nos visitam são, sobretudo, da classe média, que obtêm grandes mais valias com a venda do seu ouro. Trata-se de uma questão de oportunidade", frisa Judá Chester. "Existe um certo pudor em relação a este negócio, pois está associado apenas a pessoas que vendem por necessidade".
