pixel

Negócios: Cotações, Mercados, Economia, Empresas

Notícias em Destaque

Opção de salvar OE 2024? “Tenho ‘mixed feelings’”, diz presidente da Centromarca

Nuno Fernandes Thomaz aplaude o anúncio de recuo de medidas, que “não considerava boas, previstas inicialmente na proposta do Orçamento do Estado (OE) para 2024.

Nuno Fernandes Thomaz Centromarca
Nuno Fernandes Thomaz Centromarca Miguel Baltazar
26 de Novembro de 2023 às 20:00

Que impacto pode ter a crise política sob o ponto de vista económico?

Quero crer que não tenha muito – e seria muito importante para o país, nesta fase, que não tivesse. Quero crer que, hoje em dia, temos uma administração pública e alguns organismos que podem continuar o regular funcionamento e que no toca aos fundos europeus seja possível continuar a trabalhar.

Nesse sentido, vai ser positiva a aprovação do OE?

Tenho ‘mixed feelings’. Temos de esperar para ver o que vai sair. Como acho que a proposta não era muito boa, penso que não seria mau se [o Presidente] não tivesse decidido que este Governo continuaria até à aprovação. Mas o que estamos a ver também não é mau, porque há muitas medidas que não considerava boas que estão a recuar.

Nomeadamente?

O tema do residente não habitual, que foi prorrogado, e o próprio aumento do IUC [Imposto Único de Circulação], entre outras.

O IVA zero vai ser descontinuado. Faz sentido acabar?

Também concordo com a prorrogação por mais algum tempo, mas acho mais importante centrar agora a conversa no futuro, em trazer o IVA de todos estes produtos para a taxa mínima, de 6%. Por várias razões, desde logo, porque o IVA no setor da alimentação é uma manta de retalhos. Ninguém compreende porque é que uns alimentos têm IVA de 6%, outros de 13% ou ainda de 23%.

O que sugere?

Havia agora, mais do que nunca, condições para promover um IVA alimentar mínimo porque, com o fim da isenção do IVA, o Governo vai voltar a ter 600 a 800 milhões de euros de arrecadação fiscal. Se acrescentarmos o negócio que foge para o outro lado da fronteira às vendas que teríamos justamente porque o IVA baixaria, creio que compensaria a perda de IVA a 23% em alguns alimentos. Mas faz sentido principalmente por uma razão: a alimentação não é um luxo. Aliás, nem a higiene.

Ver comentários
Publicidade
C•Studio