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Paulo Portas defende nomeação de Álvaro Castello-Branco para AdP

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, defendeu hoje a nomeação de Álvaro Castello-Branco, ex-dirigente do CDS-PP, como administrador da empresa pública Águas de Portugal (AdP), considerando que é uma nomeação baseada na competência.

Lusa 12 de Janeiro de 2012 às 21:45
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"Vi por aí críticas ao dr. Álvaro Castello-Branco por ser do CDS. Quero chamar a atenção para o facto de o dr. Álvaro Castello-Branco ser presidente da Águas do Porto e isso qualifica-o para a AdP, porque tem experiência e não vai à experiência", disse Paulo Portas em declarações à margem de uma conferência económica em Lisboa.

"A menos que seja por uma questão de xenofobia contra o Norte, alguém que é presidente da Águas do Porto, que conhece o sector, é uma pessoa qualificada para a AdP", afirmou Paulo Portas.

As nomeações para a administração da AdP de Manuel Frexes, presidente da Câmara do Fundão e líder dos Autarcas Social-Democratas e do centrista Álvaro Castello-Branco, vice-presidente da Câmara Municipal do Porto, causaram polémica, com a oposição a acusar o Governo de fazer escolhas políticas

Portas, líder do CDS, desvalorizou as críticas, afirmando que "a competência é o único critério" para avaliar qualquer nomeação.

"As pessoas não podem ser prejudicadas por serem de um partido, mas o cartão de um partido não pode significar o favorecer uma pessoa", afirmou.

Paulo Portas encerrou hoje a conferência do LIDE Portugal - Grupo de Líderes Empresariais, onde a organização, que tem como missão criar um sistema de redes empresariais, apresentou o calendário de actividades para 2012 e as actividades do ano anterior.

Paulo Portas respondeu ainda às acusações de que o partido que dirige mudou de opinião face à privatização de um canal da RTP, a que antes das eleições o CDS se opunha e que agora o Governo defende.

O ministro disse que o modelo de privatização previsto para a RTP está definido no Programa de Governo, depois do compromisso entre o CDS e o PSD, e que por isso os centristas não mudaram de opinião.

"O que está no Programa do Governo é a alienação de um canal, o que corresponde à posição tradicional do PSD, e que essa alienação é feita tendo em conta as circunstâncias de mercado, em momento oportuno, para evitar que o processo de privatização possa prejudicar todo o sector. Eu sou pessoa de cumprir os acordos que faço", afirmou.

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