Privados querem, Governo deixa, António Mexia fica na EDP
Nova administração da EDP está quase fechada. Governo abdica de intervir. Mexia continuará a ser presidente executivo. Mas com outra equipa.
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A administração da EDP terminou o seu mandato a 31 de Dezembro de 2011, precisamente poucos dias depois da decisão da venda pelo Estado aos chineses da Three Gorges, que assim passou a ser a maior accionista da empresa, com 21,35%. O novo conselho de administração, que será nomeado nas próximas semanas, resulta assim já do novo equilíbrio de poderes na empresa. Os chineses sempre elogiaram a gestão de António Mexia, deixando claro que não pretendiam assumir o controlo da administração. Mas quiseram saber qual era a opinião do Governo. Pedro Passos Coelho terá respondido que o assunto já não era com ele mas, sim, com os accionistas da empresa. E assim António Mexia manteve a preferência do "núcleo duro", incluindo já os chineses. As pressões do Governo para que Mexia saísse não se concretizaram em qualquer retaliação.