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PSA de Mangualde entre as 16 fábricas europeias em risco de fechar

A fábrica portuguesa da PSA Peugeot Citroën, localizada em Mangualde, está entre16 unidades de montagem de veículos da Europa que poderão ter de fechar nos próximos três anos, segundo avança hoje o jornal especializado Automotive News Europe, com base em gestores do sector automóvel e líderes sindicais.

Miguel Prado miguelprado@negocios.pt 03 de Março de 2009 às 11:51
A fábrica portuguesa da PSA Peugeot Citroën, localizada em Mangualde, está entre as 16 unidades de montagem de veículos da Europa que poderão ter de fechar nos próximos três anos, segundo avança hoje o jornal especializado "Automotive News Europe", com base em gestores do sector automóvel e líderes sindicais.

“Os executivos dos fabricantes de automóveis e os líderes dos sindicatos receiam que uma recessão prolongada force 10 a 16 fábricas da Europa Ocidental a fechar nos próximos três anos”, diz o "Automotive News", colocando no topo da lista a fábrica que a Fiat tem em Turim. Mangualde está na 12ª posição da lista de fábricas com futuro incerto, seguida de outra fábrica da PSA, a de Madrid, que está em 13º.

De acordo com um analista do Credit Suisse citado pelo "Automotive News", “a dependência do sector automóvel de crescimento em volume e a falta histórica de consolidação significa que entra na actual quebra com cerca de 15% de excesso de capacidade”. “Esperamos que o clima de crise de 2009 abra uma janela de oportunidade para a eliminação de capacidade”, disse Arndt Ellinghorst, o analista do Credit Suisse.

Esta mesma fonte acredita que a fábrica da PSA em Madrid e as unidades da Renault em Valladolid (Espanha) e Sandouville (França) são candidatas a fechar. Na lista de 16 fábricas em risco contam-se três unidades da Fiat, quatro da General Motors, três da Renault, uma da GM e Renault, duas da PSA, uma da LDV e uma da Mitsubishi (na Holanda).

Presidente da GM Europe evita falar de fecho de fábricas

O presidente da GM Europe, Carl-Peter Foster evitou, durante o Salão Automóvel de Genebra, falar no fecho de fábricas. Após a apresentação, pela GM, do novo Ampera (um carro híbrido a lançar no final de 2011), Carl-Peter Foster reiterou aos jornalistas que “os tempos são difíceis”. “Assumimos o compromisso com os sindicatos de que procuraremos todas as soluções possíveis antes de fecharmos alguma fábrica”, salientou o CEO da divisão europeia da GM.

Reconhecendo as dificuldades financeiras do grupo de origem norte-americana, Foster sublinhou que a GM continua a desenvolver novas tecnologias, mas o sucesso de apostas amigas do ambiente, como o Ampera (capaz de fazer 400 quilómetros emitindo 40 gramas de CO2 por quilómetro), “dependerá das decisões dos governos”.

A fábrica da PSA Peugeot Citroën de Mangualde emprega actualmente um milhar de pessoas, tendo no início deste ano avançado com a dispensa de cerca de 400 trabalhadores, muitos deles com contratos a prazo, como forma de responder à quebra de actividade do mercado automóvel.

A PSA de Mangualde ainda não aderiu ao plano de apoio ao sector automóvel na vertente da qualificação dos trabalhadores, como já fizeram as fábricas da Mitsubishi Fuso de Abrantes e da Toyota Caetano de Ovar. Se aderir (o que permite, entre outras coisas, colocar parte dos operários em formação com 85% dos custos suportados pelo Estado), a PSA de Mangualde fica obrigada a não despedir efectivos.
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