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Ramada alerta para "possibilidade do fecho temporário de siderurgias" no inverno

A empresa justificou esta possibilidade devido aos preços de energia, ou caso seja decretado o encerramento de empresas de alto consumo energético.

Rui Minderico/Cofina
Lusa 24 de Novembro de 2022 às 20:31
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O grupo Ramada, com atividade na indústria do aço, alertou para a "possibilidade de fecho temporário de siderurgias" no inverno devido aos preços de energia ou caso seja decretado o encerramento de empresas de alto consumo. 

Segundo um comunicado enviado hoje à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o grupo considera que "os elevados preços na energia e a crise energética associadas à incerteza neste setor continuam a ser o principal foco na atividade metalúrgica", sendo que o "preço tem registado um crescimento relevante e do lado da oferta não se antecipam soluções no curto prazo".

Assim, a empresa, que divulgou hoje os seus resultados até setembro, alertou que "com a chegada do inverno é possível que esta situação se torne ainda mais crítica", sendo que "dado o impacto desta situação no setor metalúrgico, há a possibilidade de fecho temporário de siderurgias, pela incapacidade do mercado em pagar as taxas energéticas ou até pela possibilidade de ser decretado o fecho de empresas de alto consumo energético para racionar o consumo".

"Estando as siderurgias entre os maiores consumidores de energia e face à probabilidade de as mesmas não terem carteiras de encomendas robustas até ao final do ano, poderão ficar sem alternativas ao enceramento temporário", disse o grupo.

Segundo a Ramada, "os mercados estão na expectativa de tentar perceber como é que o cenário irá evoluir", sendo que "a inflação, os custos de energia e o fator preço são temas que irão permanecer presentes no nosso quotidiano".

"O grupo continuará atento e focado na gestão e otimização dos negócios, adaptando-se às condicionantes do mercado, com o objetivo de continuar a criar valor para todos os nossos 'stakeholders'", salientou.

O grupo Ramada registou, nos primeiros nove meses deste ano, um resultado líquido consolidado de 16,1 milhões de euros, um crescimento de 59,7% em relação a igual período do ano passado, indicou a empresa, em comunicado ao mercado.

Na nota publicada pela CMVM, a empresa destacou que as suas receitas aumentaram 55,3%, para 159,3 milhões de euros, tendo o EBITDA (resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações) atingido o montante de 24,7 milhões de euros, "superior em 57,2% ao registado nos primeiros nove meses de 2021", adiantou.
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