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Ryanair reduz mais 1,2 milhões de lugares durante o verão nos aeroportos regionais espanhóis

Apesar deste corte, a companhia aérea continuará a crescer nos principais aeroportos de Espanha, pelo que a capacidade total no país irá manter-se estável.

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ryanair avião aviões aviação Armando Franca/AP
27 de Abril de 2026 às 14:22

A Ryanair eliminou mais 1,2 milhões de lugares nos aeroportos regionais espanhóis este verão, após ter cortado três milhões desde o verão de 2024, anunciou esta segunda-feirao administrador delegado da companhia, Eddie Wilson.

Apesar deste corte, a companhia aérea continuará a crescer nos principais aeroportos de Espanha, pelo que a capacidade total no país irá manter-se estável.

Em sentido contrário, a Ryanair pretende aumentar a oferta noutras economias turísticas, como Marrocos (11%) e Itália (9%), "dado que esses países são significativamente mais competitivos", acrescentou o responsável numa conferência de imprensa, em Madrid.

O ajuste da capacidade em Espanha da companhia aérea 'low-cost' irlandesa deve-se às taxas aeroportuárias "elevadas", que são "absolutamente pouco competitivas", afirmou Wilson.

Na opinião do administrador delegado (CEO), o Governo espanhol prefere "embolsar" um dividendo de 834 milhões de euros provenientes do gestor aeroportuário "sem fazer nada para travar o colapso do tráfego" nos aeroportos regionais, que continuam a estar subutilizados em quase 70% e a perder rotas, turistas e postos de trabalho.

Neste sentido, Eddie Wilson defendeu que o Governo "deve utilizar a sua participação de 51% na Aena para reinvestir os lucros do seu monopólio na redução das taxas aeroportuárias e em incentivos nos aeroportos regionais para impulsionar o tráfego, em vez de investir em aeroportos no Brasil e embolsar dividendos extraordinários".

Se forem introduzidas taxas aeroportuárias competitivas, a Ryanair poderia alcançar um crescimento de 40% em Espanha, adicionando 33 novos aviões com base no país, abrindo cinco novas bases regionais e aumentando o tráfego espanhol para 77 milhões de passageiros por ano até 2031, sublinhou.

Segundo o responsável da companhia, o próximo ano será, muito provavelmente, o primeiro em que a 'low-cost' não registará crescimento em Espanha desde que iniciou a atividade no país.

Na semana passada, a Ryanair anunciou o fecho da base na capital da Alemanha, Berlim, justificando a ação, uma vez mais, com as elevadas taxas aeroportuárias.

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