Empresas "Sermos cotados só nós fez bem", diz Soares dos Santos

"Sermos cotados só nós fez bem", diz Soares dos Santos

O líder da Jerónimo Martins destacou a importância da estabilidade na estrutura acionista do grupo retalhista.
"Sermos cotados só nós fez bem", diz Soares dos Santos
Vítor Mota
Pedro Curvelo 14 de novembro de 2019 às 18:08

O presidente e CEO da Jerónimo Martins, Pedro Soares dos Santos, afirmou esta quinta feira que a presença em bolsa foi benéfica e fundamental para a retalhista.

 

Na cerimónia de celebração dos 30 anos da empresa em bolsa, o responsável destacou a "visão e determinação do seu pai, Alexandre Soares dos Santos, para a entrada da empresa na bolsa.

 

"Sermos cotados só nós fez bem, criámos valor e partilhámos com mais gente", disse. No entanto, notou,"não foi uma trajetória em linha reta ascendente, tivemos altos e baixos".

Pedro Soares dos Santos defendeu que a entrada em bolsa "foi muito mais do que uma operação de financiamento para adquirir a participação de um sócio, foi fundamental para lançarmos as bases da estratégia de crescimento e internacionalização".

Ao longo das três décadas no mercado de capitais, "já experimentámos o bom e o menos bom de estarmos cotados", referiu.


"Tenho orgulho da nossa história de criação de valor e de, na maior parte destes 30 anos, termos sabido estar à altura das expectativas daqueles que nos confiam o seu investimento. Isto significa, claro, e em primeiro lugar, sermos rentáveis", afirmou Pedro Soares dos Santos.

"Contudo, a forma como chegamos aos resultados que entregamos e o respeito por critérios ambientais e sociais nas nossas decisões de negócio são fundamentais. Na última década, a presença de Jerónimo Martins em muitos dos principais índices internacionais de sustentabilidade é, para nós, simultaneamente, fonte de satisfação e de responsabilidade acrescida", acrescentou.

 

O líder do grupo retalhista salientou também a importância da estabilidade na estrutura acionista da Jerónimo Martins. "Ao longo do tempo, e sobretudo nos momentos de maior pressão, a estabilidade conferida pela existência de um acionista maioritário de natureza familiar tem permitido à gestão nunca abdicar de um sentido de longo prazo e da centralidade dos valores nas tomadas de decisão", frisou.


Pedro Soares dos Santos assinalou ainda que "estar na Bolsa impede-nos de nos fecharmos em nós mesmos, particularmente em momentos mais difíceis ou de crise". Com a entrada em bolsa, em 1989, assistiu-se a uma "transformação cultural da empresa, com maior transparência".

Antes, Isabel Ucha, presidente da Euronext Lisboa, manifestou o "enorme orgulho e grande gratidão com que celebramos os 30 anos da Jerónimo Martins em bolsa". 

"Orgulho porque como pequena empresa familiar encetou um crescimento ambicioso e sustentado para se internacionalizar, recorrendo ao mercado de capitais", disse. "E a Jerónimo Martins utilizou intensamente o mercado de capitais, tendo realizado 19 aumentos de capital ao longo destes 30 anos", acrescentou.

A empresa realizou a oferta pública inicial (IPO) em 1989, colocando 15% do capital a um preço anunciado de 3.300 escudos (16,5 euros) por ação. A 14 de novembro foram transacionadas 300 ações e o preço de fecho ficou 40% acima do da oferta, colocando a capitalização bolsista da retalhista em 86 milhões de euros. E a 17 de novembro os títulos acumulavam um ganho de 58%.

Em 1999, a empresa, que integrou o PSI-20 em 1994, foi também a primeira cotada em Portugal a emitir um "profit warning".

Filipa Franco, da Euronext, assinalou ainda que a Jerónimo Martins é a terceira maior empresa por capitalização bolsista, que se situava em 9.468 milhões de euros no final de outubro deste ano, sendo também a terceira cotada com maior volume diário negociado, no valor de 12 milhões de euros e a cotada com maior cobertura por analistas, sendo seguida por 29 casas de investimento.

(Notícia atualizada às 20:45 com mais informação)





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