Sócrates visita fábrica Zarco que exporta 99% da produção
O primeiro-ministro visita hoje uma fábrica de calçado que é apontada como um exemplo da capacidade exportadora das empresas nacionais.
O primeiro-ministro, José Sócrates, visita hoje a fábrica de calçado Zarco, em São João da Madeira, que exporta a quase totalidade da produção, sendo apontada como um exemplo da capacidade exportadora das empresas nacionais.
Fonte do gabinete do primeiro ministro adiantou à Lusa que a empresa Zarco é "um exemplo e um símbolo da capacidade exportadora das empresas nacionais", e a visita à fábrica, no âmbito da Iniciativa para a Competitividade e o Emprego, pretende criar condições para que os empresários exportem mais.
"Construção de um ambiente de cooperação entre o Estado e as empresas de forma a potenciar as exportações, o que possibilitará o crescimento económico e a redução do endividamento externo de Portugal e a melhoria das condições para as empresas e trabalhadores" é o objectivo da visita de José Sócrates a uma das empresas de calçado que mais investe na internacionalização.
Carlos Santos, presidente da Zarco, não se queixa das vendas em 2010, que aumentaram cerca de oito por cento em relação ao ano anterior, tendo fechado o ano com um volume de negócios superior a oito milhões de anos.
"Foi um ano bom apesar da conjuntura económica. Tivemos um acréscimo nas vendas, sustentado nas exportações que representam cerca de 99 por cento da facturação", afirmou à Lusa o empresário.
Carlos Santos está "confiante" em relação à evolução do negócio em 2011 até porque, explicou, "há um trabalho continuado que alimenta o optimismo", referindo a existência de contactos para a entrada em novos mercados.
França, Japão, Alemanha, Bélgica, EUA são os principais clientes dos sapatos da Zarco, mas o presidente sublinha que "o mundo é enorme para encontrar novos clientes". Com presença assídua nas feiras de calçado internacionais, em 2010, a Zarco alterou a estratégia com a aposta na insígnia Carlos Santos em prole da MackJames, uma vez que "os clientes reconhecem a qualidade dos sapatos e valorizam a aposta na identidade".
Ao mesmo tempo, a Zarco, que sempre apostou na qualidade, está a apostar na diversificação da produção em três gamas: a 'Handcraft', sapatos feitos à mão, em que o preço atinge os 700 euros, a 'Carlos Santos' cujo valor ronda os 450 euros e a 'Santos by Carlos Santos' que chega às sapatarias a custar 270 euros.
O relatório da OCDE "Portugal 2010" considerou o sector do calçado um caso de estudo na economia nacional, realçando que "Portugal conseguiu reforçar a posição da indústria de calçado a nível internacional e evoluiu para os segmentos de mercado de maior valor, através da diferenciação dos seus produtos".