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Trabalhos forçados valem lucros de 150 mil milhões de dólares

Ao todo, a OIT estima que 21 milhões de pessoas em todo o mundo estão sujeitas a estas condições de trabalho. A exploração sexual é a situação mais recorrente e representa lucros de 99 mil milhões de dólares.

Bloomberg
Wilson Ledo wilsonledo@negocios.pt 20 de Maio de 2014 às 12:19
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Os trabalhos forçados valem 150 mil milhões de dólares em lucros ilegais por ano, o correspondente a 110 mil milhões de euros. Os dados são do mais recente relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), divulgado esta terça-feira, 20 de Maio.

 

A exploração sexual – que representa 67% do total de ocorrências - é o principal canal destas quantias, representando lucros de 99 mil milhões de dólares. Seguem-se trabalhos na construção e indústria com 34 mil milhões e agricutura com 9 mil milhões. O trabalho doméstico fecha a lista, com ganhos de 8 mil milhões de dólares.

 

A nível territorial, a Ásia – território onde se regista mais de metade das situações – é quem mais beneficia de trabalhadores em situações consideradas ilegais: 51,8 mil milhões de dólares. As economias desenvolvidas, onde se inclui a União Europeia, beneficiam de outros 47 mil milhões.

 

A OIT estima que 21 milhões de pessoas em todo o mundo estão sujeitas a estas condições de trabalho. Desse total, 55% são mulheres. Os emigrantes ocupam a faixa mais vulnerável, indica a relatório.

 

Perante estes dados, a OIT pede aos governos que procurem debruçar-se sobre as causas que mais favorecem estas situações de trabalhos forçados: pobreza, falta de formação e oportunidades de emprego.

 

Um reforço da legislação e sanções a este nível é outra das vontades da organização internacional, uma vez que grande parte deste tipo de trabalho é controlado pelo crime organizado.

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