Eni perto de encontrar novo parceiro em Moçambique em negócio multimilionário
A italiana Eni deverá apresentar, "dentro de semanas", o negócio "multimilionário" em que venderá parte da sua posição numa das suas operações moçambicanas. O Financial Times revela que a americana ExxonMobil é a mais bem posicionada para ser a nova parceira numa operação, o bloco da Area 4, em que a Galp também participa.
PUB
Segundo a publicação britânica, a Eni pretende encontrar um parceiro com forte capacidade técnica e financeira para desenvolver aquela área de exploração, localizada na Bacia da Rovuma, norte do país. A italiana tem uma posição de 50%, sendo que a restante parcela está nas mãos dos chineses da CNPC, da sul-coreana Kogas, da moçambicana Empresa Nacional de Hidrocarbonetos e da portuguesa Galp Energia, com 10%.
PUB
Ao FT, o presidente executivo da Eni, Claudio Descalzi, afirmou que a transacção deverá estar "muito próxima". A Bloomberg também assinala que a indicação dada pelo CEO é a de que o fecho do negócio não está longe.
PUB
O Financial Times refere que a Exxon Mobil é a candidata que se afigura a nova parceria do bloco situado na Bacia de Rovuma em que a Eni é a operadora, tendo em conta que se adequa ao perfil esperado e tem já licenças de exploração no país. Moçambique é um mercado de exploração de gás natural liquefeito (LNG, na sigla inglesa).
O analista da Equita, Massimo Bonisoli, sublinha, citado pelo FT, que a venda de 20% da sua participação na Area 4 dará 1,7 mil milhões de euros à petrolífera italiana. Ou mais, se o objectivo for passar o controlo das operações para o parceiro.
PUB
Conforme apresentado hoje, a empresa italiana tem um plano de desinvestimento de entre 5 e 7 mil milhões de euros até 2020, onde se incluirá esta transacção.
PUB
A Eni apresentou esta quarta-feira resultados acima do esperado, com um lucro ajustado de 456 milhões de euros, acima da estimativa de 225,9 milhões esperada pelos analistas compilados pela Bloomberg. È o primeiro resultado líquido positivo em 18 meses, recorda a Reuters.
Mais lidas
O Negócios recomenda