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Combustíveis fósseis "perdem gás" face às renováveis

Um estudo da Bloomberg New Energy Finance (BNEF) garante que os combustíveis fósseis irão perder importância nos próximos anos, face à redução do custo das energias renováveis.

Alexandra Noronha anoronha@negocios.pt 13 de Junho de 2016 às 16:54
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Os combustíveis fósseis estão a "perder gás". Esta é a principal conclusão de um estudo da Bloomberg New Energy Finance (BNEF) que dá conta de uma tendência que está já a começar a verificar-se: os custos para produzir energia renovável estão a descer e em breve serão menores do que os associados aos fósseis.


O estudo, que faz previsões para os próximos 25 anos no sector da energia, começa por referir que os preços do carvão e do gás deverão manter-se baixos e que o gás de xisto, que dominou as atenções nos Estados Unidos nos últimos anos, não irá conquistar os mercados a longo prazo, tendo em conta que o custo da produção de energia solar e eólica está a descer consideravelmente.


A BNEF coloca os investimentos nas renováveis na ordem dos 7,8 biliões de dólares (6,3 biliões de euros), face aos 2,1 biliões de dólares (1,8 biliões de euros) que serão canalizados para as energias fósseis. Em 2027, segundo o estudo, construir novos parques eólicos e solares será mais barato do que explorar os actuais geradores a carvão e gás. "Isto é um ponto de viragem que resulta no desenvolvimento rápido e generalizado das renováveis", salientou a BNEF.


Carros eléctricos ganham importância


O estudo refere que nos combustíveis para automóvel o cenário é ligeiramente diferente, com o petróleo a manter uma posição preponderante. Mas os carros eléctricos começam a ganhar quota aos seus rivais. Segundo o BNEF, em 2040 a adopção de carros eléctricos irá adicionar 8% ao uso de electricidade no mundo. Os mais beneficiados serão os países desenvolvidos, que verão o custo das baterias descer com o aumento da procura, ao contrário do que acontece com os combustíveis fósseis, que sobem de preço nestas condições.

Índia destaca-se como "poluidor"

A BNEF acredita que a China irá deixar de ser a maior ameaça mundial ao ambiente. A economia chinesa, em desenvolvimento, já começou a abandonar o carvão pelas renováveis e irá ter a maior redução de emissões de carbono dos próximos 25 anos.


Por outro lado, a Índia está a transformar-se na maior ameaça aos esforços para travar as mudanças no ambiente. A procura de energia no país deverá crescer quatro vezes até 2040, numa região que tem muito carvão pronto a usar.


Apesar de tudo, estas mudanças não são suficientes para evitar o aumento da temperatura no planeta em mais de dois graus Celsius, a linha vermelha que se for ultrapassada pode ter efeitos considerados catastróficos. Eram precisos mais 5,3 biliões de dólares (4,7 biliões de euros) até 2040 para evitar este cenário.

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