Duarte Bello passa a liderar Portugal e Espanha na EDP após saída de Pedro Vasconcelos
Responsável pelo negócio europeu da elétrica acumula agora a gestão do mercado ibérico após a saída de Pedro Vasconcelos da EDP.
Duarte Bello vai passar a liderar os negócios da EDP em Portugal e Espanha, assumindo as responsabilidades que estavam sob gestão de Pedro Vasconcelos, confirmou fonte oficial da empresa ao Negócios.
O gestor, que já era responsável pelo negócio da EDP na Europa, passa assim a acumular a responsabilidade pela Península Ibérica, assegurando a continuidade estratégica e operacional numa região considerada central para o grupo.
A mudança surge após a renúncia de Pedro Vasconcelos ao cargo de membro do Conselho de Administração Executivo da EDP, comunicada pela empresa ao mercado esta segunda-feira à noite. A saída do gestor produz efeitos a 30 de abril de 2026.
Segundo fonte oficial da empresa, Duarte Bello assumirá as responsabilidades sobre Portugal e Espanha que estavam sob gestão de Pedro Vasconcelos, acumulando estas funções com a liderança do negócio europeu que já exercia.
Pedro Vasconcelos deixa a elétrica após 19 anos no grupo, incluindo os últimos três como membro da comissão executiva da EDP.
Bello é atualmente responsável pela região europeia do grupo EDP e membro da comissão executiva da EDP Renováveis (EDPR), mas não integra a comissão executiva da EDP. Nas suas atuais funções lidera a estratégia de longo prazo para projetos de energias renováveis e soluções solares para empresas em vários mercados europeus.
Licenciado em Gestão pela Universidade Nova de Lisboa e com MBA pelo INSEAD, integrou a EDP em 2006. Ao longo da carreira no grupo desempenhou várias funções de gestão, incluindo a liderança da área de fusões e aquisições e desenvolvimento corporativo, onde participou em operações internacionais na Europa, Estados Unidos, América Latina e Ásia-Pacífico.
Antes disso, foi também chefe de gabinete do CEO e membro do Comité de Investimento da EDP. Antes de entrar na elétrica portuguesa, trabalhou na banca de investimento internacional, tendo sido analista financeiro no Schroder Salomon Smith Barney e no Citigroup, em Londres.
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