Líder do PS diz que efeitos da guerra no Irão vão ser duradouros
José Luís Carneiro alertou que os efeitos da guerra são imediatos, mas vão ser duradouros, considerando que "estamos ainda longe de conhecer o desfecho da guerra no Médio Oriente".
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O secretário-geral do PS disse neste domingo que os efeitos da guerra no Irão vão ser duradouros e defende mais medidas para mitigar os efeitos do conflito para além da redução do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP). "Fui o primeiro líder partidário a dizer no Parlamento ao primeiro-ministro que as medidas que anunciou para o ISP de redução do imposto sobre os produtos petrolíferos eram insuficientes", disse o líder socialista.
José Luís Carneiro falava aos jornalistas à entrada de uma sessão com militantes e simpatizantes para a apresentação da recandidatura a secretário-geral do PS, em Aveiro.
O secretário-geral do PS alertou que os efeitos da guerra são imediatos, mas vão ser duradouros, considerando que "estamos ainda longe de conhecer o desfecho da guerra no Médio Oriente". Por isso, o secretário-geral do PS entende que o Governo "deve apresentar ao país um conjunto de medidas para mitigar os efeitos da guerra no custo de vida das pessoas, seja nos combustíveis, seja no custo dos bens alimentares, seja também nos custos com habitação".
Além da redução do IVA para os bens alimentares, defende que o Governo deve procurar estimar os efeitos que a guerra vai ter nos custos com os créditos à habitação.
O líder do PS diz ainda que o Governo deve fazer uma avaliação sobre as suas próprias reservas estratégicas, do ponto de vista dos combustíveis e dos bens alimentares, e comunicar essa informação ao país, adiantando que há "uma base logística que deve ser salvaguardada e protegida".
Além disso, anunciou que irá reunir-se na próxima segunda-feira com os setores do transporte de mercadorias e do transporte de bens alimentares, para tomar consciência da situação em que o país se encontra para responder aos efeitos do conflito no Médio Oriente.
José Luís Carneiro, que foi secretário de Estado das Comunidades Portuguesas no Governo de António Costa, comentou ainda o processo de resgate dos cidadãos portugueses que se encontram na região do Médio Oriente, adiantando ter sido o único no Parlamento que lembrou ao Governo que o mecanismo europeu de resgate de cidadãos europeus de fora da União Europeia, em contextos desta natureza, pode ser ativado.
"Verifiquei que o Governo ativou esse mecanismo. Aquilo que eu desejo é que todos os esforços de repatriamento sejam bem-sucedidos, porque estamos a falar da vida e da proteção da vida das pessoas", concluiu.
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