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Lucros da Galp sobem 68% para 387 milhões de euros

O desempenho operacional e a subida dos preços do petróleo levaram a Galp a aumentar as estimativas para o EBITDA, no conjunto do ano, para mais de 2,1 mil milhões de euros.

O Norges Bank aumentou o investimento na petrolífera portuguesa pelo terceiro ano, atingindo um recorde de 1.453 milhões de coroas. Ainda assim, o reforço foi ligeiro, com a posição a subir de 1,15% para 1,16% do capital.
Rita Faria afaria@negocios.pt 30 de Julho de 2018 às 07:09
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A Galp Energia fechou o primeiro semestre deste ano com lucros de 387 milhões de euros, o que traduz uma subida de 68% face ao mesmo período do ano passado, anunciou a empresa esta segunda-feira, 30 de Julho, em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

No mesmo período, o EBITDA aumentou em 354 milhões de euros para 704 milhões, impulsionado pelo aumento da produção e pela subida dos preços médios de venda.

Considerando apenas o segundo trimestre do ano, o resultado líquido da empresa liderada por Carlos Gomes da Silva subiu 63% para 251 milhões de euros, acima das estimativas dos analistas que acompanham a empresa, que apontavam para lucros de 212 milhões de euros.

A melhoria dos resultados da Galp Energia foi sustentada pela área de exploração e produção, cujo EBITDA mais do que duplicou, em termos homólogos, no segundo trimestre, com um crescimento de 140% para 411 milhões de euros. A motivar esta subida esteve o aumento da produção e a subida dos preços de venda de petróleo e gás natural, apesar da depreciação do dólar face ao euro. "A produção média working interest (WI) aumentou 20% em termos homólogos para os 108,1 kboepd, um crescimento suportado pelo desenvolvimento do campo Lula", acrescenta a empresa.

Já na área de refinação e distribuição, o EBITDA desceu, em termos homólogos, tanto no segundo trimestre como no conjunto dos primeiros seis meses do ano. Entre Janeiro e Junho, a descida foi de 29% para 295 milhões de euros, enquanto no segundo trimestre, o decréscimo foi de 25% para 174 milhões de euros. Uma evolução que a Galp justifica com "efeitos de desfasamento temporal nas fórmulas de pricing na actividade de distribuição resultante do aumento do preço das commodities e de USD/EUR na refinação".

Relativamente ao ramo de gás natural e energia, o EBITDA totalizou 34 milhões de euros entre Abril e Junho, uma queda de 11 milhões provocada pelo menor contributo da actividade de trading de GNL, apesar da subida dos volumes de trading de rede dos volumes vendidos a clientes industriais.

No primeiro semestre, o investimento da Galp caiu 2% para 364 milhões de euros, sendo que mais de 80% do dinheiro investido entre Abril e Junho foi alocado à actividade de exploração e produção. A dívida líquida caiu 8% para 1.737 milhões de euros.

Considerando o desempenho operacional dos primeiros seis meses do ano e a subida dos preços do petróleo, a Galp estima agora que o EBITDA do conjunto do ano supere os 2,1 mil milhões de euros, o que compara com o intervalo entre 1,8 e 1,9 mil milhões de euros avançado a 20 de Fevereiro. As previsões para o investimento mantêm-se entre 1,0 e 1,1 mil milhões.


(Notícia actualizada às 07:37)  

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