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Mercado liberalizado de electricidade alcança 2,5 milhões de clientes

Nos primeiros dois meses do ano o mercado livre em Portugal aumentou em 11% o número de clientes face aos que existiam no final de 2013, um impulso que tem sido aproveitado pela EDP, cuja quota voltou a crescer em Fevereiro, não só em volume mas também em número de contratos.

Bruno Simão/Negócios
20 de Março de 2014 às 06:00

O mercado liberalizado de electricidade em Portugal ultrapassou em Fevereiro a marca dos 2,5 milhões de clientes, com a entrada de 118 mil novos clientes durante o segundo mês do ano, revela o mais recente relatório da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).

No conjunto dos dois primeiros meses do ano o mercado liberalizado ganhou cerca de 250 mil clientes, o que se traduz num crescimento de 11% face à dimensão, em número de clientes, que o mercado livre tinha em Dezembro de 2013. Actualmente há já 2,47 milhões de famílias no mercado, bem como 59 mil empresas. Nas tarifas reguladas permaneciam, no final de Fevereiro, 3,54 milhões de clientes domésticos e um pouco mais de 8 mil consumidores empresariais.

O impulso do mercado liberalizado permitiu que no final de Fevereiro o volume de electricidade abastecido em mercado passasse a representar 75% de toda a energia eléctrica fornecida no País, acima dos 73,7% de Janeiro e dos 63,4% de Fevereiro de 2013.

Segundo a ERSE, “em termos de concentração empresarial, os indicadores de mercado em Fevereiro demonstram um aumento da concentração no mercado livre em termos de consumo face ao mês anterior”. Esta situação, explica o regulador, “ocorreu em todos os segmentos com excepção do segmento de clientes industriais, onde ocorreu um decréscimo da concentração empresarial”.

EDP volta a ampliar quota de mercado

A EDP Comercial voltou a aumentar em Fevereiro a sua quota no mercado liberalizado, passando a abastecer 44,6% da electricidade consumida no mercado livre, acima dos 43,8% registados em Janeiro. O mês passado traduziu-se na quota mais elevada da EDP nos últimos quatro meses.

Em número de clientes a eléctrica presidida por António Mexia também cresceu em Fevereiro, mês em que passou a deter 85% dos contratos firmados no mercado liberalizado, face a 84,6% em Janeiro. A diferença face à quota de energia fornecida explica-se pela maior concentração do segmento doméstico, que embora tenha menos peso no volume de energia abastecida tem um impacto maior em número de clientes, tendo a EDP uma posição dominante.

No que respeita à quota por consumo, o segundo maior fornecedor em Fevereiro era a Endesa, com 20,7%, seguida da Iberdrola, com 20%. A Galp, o quarto maior fornecedor do mercado liberalizado, viu a sua quota permanecer inalterada, em 5,9%.

Endesa está em “queda livre” no fornecimento a famílias

No segmento doméstico a liderança continua com a EDP, que fechou Fevereiro com uma quota de 82,4% da electricidade fornecida às famílias que já estão no mercado liberalizado, mas o segundo mês do ano reafirmou a tendência de queda da Endesa.

Há vários meses que a eléctrica espanhola vem perdendo quota de mercado no abastecimento de electricidade a clientes residenciais em Portugal. A Endesa terminou Fevereiro com uma quota de 5,4%, abaixo dos 5,7% que detinha em Janeiro. Em Fevereiro de 2013 a quota da Endesa nos domésticos era de 8,6%.

A “queda livre” da Endesa permitiu à Iberdrola assumir o estatuto de segundo maior fornecedor das famílias portuguesas, mesmo com um recuo da sua própria quota. A Iberdrola viu a sua posição diminuir de 5,7% em Janeiro para 5,5% em Fevereiro. Ainda assim, passou para a frente da Endesa. O quarto operador continua a ser a Galp, com 4,3% dos fornecimentos de energia eléctrica a clientes domésticos em Portugal. 

 
Iberdrola mantém-se líder no fornecimento de clientes industriais
O mais recente relatório do mercado liberalizado divulgado pela ERSE mostra que no segmento de clientes industriais a Iberdrola conservou a sua posição de liderança, ainda que a sua quota tenha recuado ligeiramente, de 31% para 30,8%. Este é, aliás, o único segmento do mercado livre que não é liderado pela EDP. A eléctrica portuguesa detém nesta classe de consumo uma quota de 29,7%. A Endesa é o terceiro fornecedor, com 28,2%. Esta repartição de quotas faz do segmento industrial aquele onde há um maior equilíbrio entre comercializadores. Esta classe de consumo abrange quase 21 mil empresas, que são representativas de 40% de toda a electricidade consumida no mercado liberalizado.
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